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Corrupção em Orleans

Crimes contra o patrimônio público envolvem 33 pessoas, em Orleans

MPSC oferece denúncia contra elas após investigação iniciada com a Operação Colina Limpa

Por Redação Engeplus

4 min de leitura

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Foto: Arquivo Sul in Foco

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou, nesta quarta-feira, as primeiras ações penais referentes a uma série de crimes cometidos por servidores públicos e empresários no município de Orleans. As denúncias são resultado da Operação Colina Limpa, realizada em março pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), força-tarefa composta pelo MPSC e as polícias Civil e Militar.

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Foram oferecidas cinco denúncias por crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, falsidade ideológica e fraude processual envolvendo irregularidades em licitações. As investigações continuam em andamento, mas até agora já foram denunciados um ex-prefeito, três secretários municipais, 11 servidores públicos e 18 empresários da região. Além disso, nas ações propostas foi identificado o desvio de aproximadamente R$ 480 mil dos cofres públicos municipais.

Os crimes vão de fraudes em licitações a alterações em notas fiscais, como por exemplo o pagamento de 16 mata-burros para instalação no interior do município, quando de fato foram fornecidos apenas nove. Outra fraude ocorreu no Carnaval deste ano; a prefeitura realizou uma licitação para serviços de som, iluminação, banheiros públicos, seguranças e montagem de palco.

Além de superfaturamento, na investigação foi identificada fraude no processo licitatório para que o fornecedor previamente escolhido se consagrasse vencedor, o qual, além de ter relação de parentesco com um secretário municipal, também iniciou a organização da festa antes mesmo da abertura do processo licitatório.

Na compra de maquinário agrícola para o município há provas de fraude em licitação e de corrupção. Os servidores municipais denunciados teriam ido, pessoalmente, ao estabelecimento comercial do vencedor do certame para exigir o pagamento de propina no valor de R$ 20 mil. Como o empresário se negou a pagar, os agentes públicos conseguiram anular a licitação e, depois de acertos com outra empresa, o processo foi reaberto.

Na construção de uma capela mortuária e de um muro de contenção do cemitério, além de ampliação e reforma da praça da Lomba, foram identificadas mais irregularidades no processo licitatório. Além do superfaturamento em R$ 331 mil, observou-se que a empresa vencedora foi criada uma semana antes da abertura das licitações e sequer tinha engenheiro cadastrado no CREA, sendo que o responsável de fato pela empresa era o próprio servidor da prefeitura responsável pelo orçamento das obras.

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Na área da saúde, os danos à população são ainda mais graves. Servidores públicos e empresários são denunciados pela prática de delitos contra a administração pública. Foi identificada a existência de organização criminosa responsável pela fraude em notas fiscais durante mais de um ano, permitindo que fossem desviados mais de R$ 80 mil, dinheiro que deveria ter sido usado para investimento na saúde no município de Orleans.

O MPSC apresentou as denúncias ao Poder Judiciário, que agora vai avaliar se recebe ou não as ações para dar continuidade ao processo. O Ministério Público pediu ainda a prorrogação do afastamento das funções públicas durante a tramitação do processo de sete agentes públicos denunciados que já estavam afastados durante as investigações.

Operação Colina Limpa - A Operação Colina Limpa foi deflagrada no dia 24 de abril pelo Gaeco no município de Orleans. Naquele dia, foram cumpridos três mandados de prisão temporária de agentes públicos e mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura, na Secretaria de Saúde e em residências de envolvidos.

A operação apura crimes cometidos contra a administração pública, fraudes em licitações, corrupção, desvio de verbas públicas, formação de quadrilha, dentre outros, envolvendo secretários municipais, funcionários públicos, empresários e prestadores de serviço da região. As investigações iniciaram há cerca de 11 meses pela Promotoria da Comarca a partir de uma série de denúncias. O nome da operação é uma referência a Orleans, conhecida como a Cidade das Colinas.

Colaboração: Comunicação MPSC

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