Crônica do Didé: Jogo-treino e a persistência na falta de ataque
Por Mateus Mastella
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“Precisamos de uns 7 ou 8 reforços”, essa foi a declaração final do técnico Paulo Baier na entrevista pós-jogo, diante do sub-23 do Grêmio, no empate sem gols. Tal declaração reflete no time que tem entrado em campo, jogando com baixo nível técnico e físico, embora com poucas melhoras.
O primeiro tempo começou com o time apenas se defendendo e o Grêmio quase não atacando. A pouca efetividade do Grêmio fez da defesa Carvoeira passar desapercebida.
E o ataque? Nada, como de costume. Com o ataque do Criciúma, a bola mal chegava na área, ah se chegava...
Os laterais Hélder e Claudinho jogaram em uma proposta defensiva apenas atuando para pouco apoiar no ataque, sendo provavelmente essa a proposta de Baier. A bola rodou muito no meio em tentativas de ataque.
O segundo tempo foi de mudanças táticas e de postura do time, mas a mudança foi pouca. A bola rodou mais vezes no ataque, mas e as finalizações? Pouquíssimas.
Jessé, que fez a vez de zagueiro, no lugar do Alemão, lesionado, foi o destaque da partida, com garra e vontade de jogar. Até marcar de bicicleta Jessé tentou fazendo mais até que o próprio ataque.
O goleiro Gustavo atuou de forma segura realizando boas defesas, assim como Moacir, de lateral, que deixa o time mais seguro. Outro que veio do Próspera, Gabriel Henrique, com um corte aqui, um corte lá, jogou mais nas pontas. Mas ainda falta o “número nove” para o time.
Poucos dias e poucos reforços. Com esse cenário, Paulo Baier terá um desafio à parte para encaixar e entrosar as peças que forem chegando ao clube, assim como manter a fibra que está sendo implantada. Aos poucos, no atual elenco, vai demorar a melhorar o rendimento dentro de campo.



