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Da porta do bazar ao mercado de trabalho: como o Happy Integrar transforma a vida de imigrantes em Criciúma

Happy Face

O projeto surgiu para atender à crescente demanda de imigrantes na cidade

Por Rafaela Custódio11 de abril de 2026 2 min de leitura
Unsplash/Ilustrativa

Para centenas de imigrantes que chegam a Criciúma, o bazar da instituição Happy Face é a principal “porta de entrada” para um recomeço. O projeto oferece auxílio, como moradia e até o contato direto com empresas do município, tendo o ensino da língua portuguesa como pilar central da emancipação desses novos moradores.

Segundo Clemar Búrigo, coordenadora do projeto, os imigrantes chegam à cidade, muitas vezes, por indicação de conhecidos que também migraram para o local. Ao chegar à sede da Happy Face, cuja localização é estratégica, próxima à rodoviária, o imigrante passa por uma triagem que começa com um cadastro detalhado, que identifica a origem, o tempo de permanência no Brasil e a situação familiar.

Embora não tenha acesso direto aos sistemas da Polícia Federal, a equipe atua como guia nas questões burocráticas da imigração. Orienta sobre o Registro Nacional Migratório (RNM) e os passos necessários para que a pessoa esteja legalmente apta a buscar moradia, trabalho e educação.

O bazar fica localizado na rua Giacomo Sônego, nº 150, no Centro de Criciúma. Funciona em horário comercial e aceita doações de todos os tipos de roupas.

O projeto Happy Integrar

Criado em 2014, o Happy Integrar faz parte da entidade Happy Face. O projeto surgiu para atender à crescente demanda de imigrantes na cidade, especialmente de comunidades venezuelanas e haitianas. É um espaço onde imigrantes e refugiados encontram apoio por meio de aulas de português, acompanhamento e oportunidades de reconstrução de vida.

No local, também funciona um Bazar Solidário fixo, aberto ao público, com peças e utensílios a preços acessíveis, cuja renda é destinada ao programa.

A Associação Happy Face

A Associação Beneficente Happy Face é uma incubadora de programas e projetos voltados à população em situação de vulnerabilidade e a imigrantes. Desde a fundação, em 2014, até 2018, a entidade focava na facilitação do ensino da língua portuguesa para imigrantes e refugiados. Em 2019, houve uma mudança de estatuto, ampliando a atuação para novos projetos, incluindo ações voltadas também a crianças e adolescentes. A associação é uma organização sem fins lucrativos.

(Trabalho de assessoria voluntária da disciplina de Assessoria de Comunicação, do curso de Jornalismo do Centro Universitário SATC, sob supervisão da professora Nadia Couto.)

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