Criciúma
De volta, a eterna discussão do contrato dos cemitérios
Por Redação Engeplus
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“No momento mais triste em que cada família vai providenciar um sepultamento, são apunhalados”. Assim o vereador Miri Dagostim (PP) definiu a dificuldade vivida por criciumenses na relação com a Somatem, administradora de quatro cemitérios na cidade, nos bairros São Luiz, Brasília, Rio Maina e Sangão. Por conta disso, o vereador sugeriu e viu aprovado nesta semana, na Câmara de Criciúma, um requerimento solicitando cópia do contrato da gestora com a prefeitura e a tabela de preços que a terceirizadora precisa praticar.
Avalizando o pedido do colega, o vereador Zairo Casagrande (PSD) emendou contando uma situação vivida por sua família. “É verdade que é preciso contratar a empresa deles para qualquer manutenção ou para fazer um túmulo no cemitério?”, indagou. “Nós insistimos tanto que conseguimos construir por conta própria. Mas sim, eles obrigam a usar a equipe deles, e com preços muito altos”, emendou.
O vereador Moacir Dajori (PSDB) elevou o tom das críticas e citou as precárias condições de um dos cemitérios administrados pela Somatem. “No bairro Brasília, o lodo tomou conta do estacionamento. É um abandono”, reclamou.

Polêmica já na aprovação
Veterano na Câmara, o vereador Toninho da Imbralit (PMDB) estava na Casa na época em que o contrato original com a Somatem foi aprovado em 1998 com vigência de 25 anos. Até, portanto, 2023.
“Eu estava aqui quando o projeto foi aprovado, e fui voto contra, pois eu não concordava com 25 anos de contrato”, lembrou. “Era muito tempo para uma concessão, briguei para que ao menos o prazo fosse menor”, reforçou. Toninho lembrou as tentativas dos prefeitos Décio Góes (PT), Anderlei Antonelli (PMDB) e Clésio Salvaro (PSDB) para revisar o contrato, sem sucesso. “Ele está muito bem amarrado”, lamentou o peemedebista.
O autor do requerimento recordou, ainda, o anúncio recente de redução em 20 a 50% dos convênios celebrados pelo município, e questionou se o mesmo não poderia acontecer com a Somatem. “São mais de vinte anos que debatemos esse assunto e não achamos solução. Queremos saber a vigência real, os critérios, a tabela e o custo anual do contrato”, concluiu o vereador Dagostim. A aprovação ao pedido do vereador foi unânime no plenário.




