Defesa Civil de Criciúma considera problema de queima de pirita no bairro Colonial solucionado
Sem cheiro
Última intervenção feita em terreno cessou incineração do rejeito de mineração

Passados mais de 15 dias desde a última intervenção feita em um terreno no bairro Colonial, em Criciúma, a Defesa Civil do município considera que o problema da queima de pirita que vinha ocorrendo na comunidade foi finalmente cessado. Moradores da localidade não reclamam mais de mau cheiro, similar a enxofre, causado pela incineração do rejeito de mineração e o solo não está mais quente.
Para que a queima encerrasse, uma ação conjunta envolvendo a Defesa Civil e secretarias da Prefeitura de Criciúma, Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), com apoio da Satc, foi executada para remover isolar a área onde a queima acontecia e o material foi retirado.
“Depois desta ação que realizamos, fizemos o monitoramento por mais alguns dias e na última semana fomos até o terreno para fazer novas medições. Constatamos que não havia mais áreas quentes e, inclusive, já iniciamos o aterramento dos lotes das duas casas que foram afetadas”, explicou o coordenador da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes.
Nos terrenos foram retirados quase 500 toneladas de pirita. “Agora estamos trabalhando para transportar todo este rejeito para um depósito homologado de uma carbonífera aqui da região”, acrescentou Gomes.
O coordenador da Defesa Civil orienta ainda os moradores do bairro sobre os cuidados para evitar novas queimas do material de mineração. “Toda aquela área é minerada. Mas se não for colocado fogo, como foi feito da primeira vez, não vai ter nenhuma nova ignição. O pessoal precisa ter esta consciência. Três dias depois de a gente fazer a última intervenção no terreno, voltamos ao local e já encontramos um novo foco de incêndio em lixo. Assim é complicado”, reclamou.
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Relembre o caso
Há quase três meses moradores da rua Lúcia Jerônimo Adão e de ruas próximas, no bairro Colonial, em Criciúma, estão convivendo com um forte odor de enxofre que propaga do subsolo. A Defesa Civil do município já havia diagnosticado que o cheiro era causado pela queima de rejeito de carvão. Intervenções foram feitas no local e o problema foi amenizado, mas seguia sem solução definitiva.
O caso começou após moradores da casa onde o problema iniciou atearem fogo em madeiras no terreno. As chamas intensas se espalharam para subsolo, atingindo o material de mineração e provocando a fumaça. Depois de duas semanas sentindo o mau cheiro, os vizinhos acionaram a Defesa Civil no dia 1º de julho. Em contato com mineradoras que exploraram a área, a equipe da Defesa Civil foi orientada a abafar o material com areia barrenta com a finalidade de cessar a queima. O procedimento foi realizado por mais de duas vezes.

Em uma terceira intervenção, além de espalhar a areia barrenta e argila, a equipe do município efetuou a retirada de materiais que poderiam impulsionar a queima da pirita, como pneus. Apesar de diminuir o cheiro, o problema prosseguiu até as ações definidas na última semana de agosto, quando foi adotada a estratégia de isolar a área e retirar o material que estava queimando. Para que o procedimento fosse feito, a casa que estava no terreno precisou ser demolida e a família atualmente mora de aluguel na casa de um familiar, utilizando recursos do aluguel social da Prefeitura de Criciúma.
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