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Delegado acredita que assalto ao Banco do Brasil possa envolver mais de uma facção criminosa

Investigação

Ainda não há comprovação que ação foi coordenada exclusivamente pelo PCC

Por Lucas Renan Domingos10 de dezembro de 2020 2 min de leitura
Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

Até esta quinta-feira, dia 10, as investigações assalto a agência do Banco do Brasil em Criciúma levaram a polícia a prender 14 suspeitos de envolvimento no crime. As prisões ocorreram em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os desdobramentos investigativos ainda buscam esclarecer quem seriam os mandantes do assalto. A maioria dos detidos são paulistas ou possuem alguma relação com o Estado do Sudeste brasileiro, mas a Diretoria Estadual de Investigação Criminal de Santa Catarina (Deic), que coordena as diligências, diz não ser possível afirmar que toda a ação tenha sido planejada por uma única organização criminosa.

Um dos líderes de uma das maiores facções de São Paulo, o Primeiro Comando Capital (PCC), chegou a ser localizado em Gramado (RS) dois dias após o crime. “O assalto que aconteceu em Criciúma apesar de ser inédito em Santa Catarine, não é inédito no país. Há um bom tempo as forças de segurança, principalmente a Polícia Federal, vêm trabalhando questões relacionadas a esses grandes roubos acontecidos no país. Mas não há vínculo nenhum de autoria da ação, assim como também de outros crimes similares acontecidos anteriormente”, destacou o delegado da Deic de Santa Catarina, Anselmo Cruz.

Além do líder da facção, um outro membro do grupo que possui sede em São Paulo foi preso na mesma ação em Gramado. Apesar das relações dos detidos com a organização criminosa, Cruz acredita que a ação em Criciúma envolveu mais de um grupo de faccionados.

“O que a gente entende não se trata de um crime da facção (de São Paulo). Não se trata de uma ação coordenada, planejada e executada por esta facção criminosa específica ou qualquer outra e, sim, de uma ação de parceria, levando em consideração a quantidade de pessoas envolvidas”, avaliou o delegado. “Tanto no roubo de Criciúma e em outros crimes similares em Santa Catarina não há elementos que apontam que se trata efetivamente de uma ação coordenada, planejada e executada pela facção. Se trata mais de questão de parceria mesmo”, reforçou.

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