Criciúma
Depois de 75 anos, o fim do Café Rio
Estabelecimento, fundado em 1942, teve seu último dia de trabalho no sábado
Por Redação Engeplus
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Mais uma data triste para a história de Criciúma: 5 de maio de 2017 foi o último dia de operações do Café Rio na praça Nereu Ramos. Confirmando informação do Portal Engeplus de 23 de abril, a sobrevida anunciada dois dias depois durou apenas duas semanas e hoje o local já amanheceu com as portas fechadas.
“Fechamos o negócio sim, já repassamos o ponto à nova locadora”, confirma Marta de Bem, que administrou o Café Rio nos últimos 42 anos em companhia de seu marido, Braz de Bem.
Ainda há um mistério sobre o que efetivamente funcionará no tradicional ponto onde o Café Rio esteve instalado desde 1942. São, portanto, 75 anos de tradição que se encerraram neste final de semana. A especulação era de que uma loja de lingeries seria instalada na esquina, no térreo do Edifício Dom Joaquim, que é propriedade da Diocese de Criciúma.
O local já está vazio. “Sim, já retiramos o que era nosso lá de dentro, está vazio e à disposição de quem agora vai tocar o comércio ali”, detalha Marta. E foi sem alarde que o Café Rio fechou as portas. Na manhã do sábado, o fluxo era normal, talvez um pouco maior pelo circular resultante da Festa de São José, que ocorria ali do lado, mas o clamor que ganhou as redes sociais assim que veio a notícia do fechamento não parece ter surtido efeito. “Estávamos cansados, foi uma vida inteira dedicada ao Café Rio”, conclui Marta. Os planos dela e de Braz agora, depois de atender gerações de clientes desde os anos 70? “Descansar”, arremata.



