Desmoronamento
Desmoronamento de um muro às margens do Rio Criciúma preocupa moradores
Por Redação Engeplus
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O desmoronamento de parte de um muro localizado às margens do Rio Criciúma vem literalmente tirando o sono dos moradores da Rua Abolição, no bairro Operária Nova, em Criciúma. Os deslizamentos começaram na madrugada de quarta-feira, e se repetiram na última noite.
De acordo com a técnica de enfermagem Albertina da Silva, de 54 anos, além do perigo dos entulhos caírem sobre as residências, existe a preocupação de que o fluxo do rio seja obstruído e venha assim a trasbordar e invadir as residências. “Pedimos para a Defesa Civil calçar o muro com estacas para evitar o desmoronamento. Na primeira enxurrada o rio vai trasbordar como já aconteceu outras vezes”, teme a moradora.
Para a pensionista Jadna Maura Mendes, de 47 anos, os problemas com erosão foram agravados quando um morador vizinho construiu uma piscina na margem do Rio Criciúma. “Ele fez um muro em cima do rio e ainda construiu uma piscina. Com isso, o muro de contenção do rio não resistiu ao peso”, destaca a moradora.
Conforme o morador da outra margem do Rio Criciúma, que se identificou apenas como João, a sua residência possui toda documentação regularizada junto à prefeitura e não existe nada de irregular. “Não tem nada haver. A construtora errou construindo o meu muro sobre o muro de contenção do rio. Mas isso já foi solucionado, e recuei em um metro. Os desmoronamentos são normais ao longo das margens do Rio Criciúma, que tem 60, 70 anos”, pontua. “O esgoto da minha casa não é despejado no rio, não jogamos lixo dentro dele. Vamos ver quem é o legal e quem é o ilegal”, completa João.
A coordenadora da Defesa Civil de Criciúma, Ângela Melo, esteve ontem no local e orientou os moradores a deixarem a residência, que fica bem ao lado do muro que ameaça desabar. “Até que se encontre uma solução para o caso é única coisa que podemos fazer. No momento, os moradores terão que se adequar a essa situação. Não temos como colocar trabalhadores e máquinas em uma área de risco”, avalia. Ainda de acordo com Melo, a documentação da casa citada pelos moradores como a agravante do problema será verificada. “Vamos analisar toda a documentação da obra. Também pedimos para o morador esvaziar a piscina, para assim, minimizar a pressão sobre o muro”, garante a coordenadora.



