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‘Desta vez fomos poupados’, afirma coordenador da Defesa Civil na Amesc sobre efeito da chuva em SC

Alívio

Região não possui desabrigados ou desalojados

Por Thiago Hockmüller07 de outubro de 2023 3 min de leitura
Divulgação/Defesa Civil/Especial Engeplus

Umas das regiões mais castigadas por eventos climáticos, o Extremo Sul catarinense não possui ocorrências graves relacionadas às fortes chuvas que atingem o estado. Conforme dados da coordenação regional da Defesa Civil, não há desabrigados, desalojados e feridos. Entre as ocorrências estão vias interditadas e comunidades isoladas, como em Jacinto Machado e Turvo.

A notícia é dada com alívio pelo coordenador regional da Defesa Civil na Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), Higor de Oliveira Pereira. “Desta vez fomos poupados, estive em Praia Grande e em São João do Sul onde mais preocupa e os rios estão dentro da calha. As obras preventivas deram resultados”, afirma.

Em Araranguá, cedeu parte de um barranco na localidade de Sanga do Marco e uma rua está interditada. Também foi aberto um canal auxiliar próximo à Barra do Rio Araranguá, para melhorar a vazão do rio. “Desde a enchente em maio do ano passado, estivemos em contato com o Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e mantivemos trato para ter permissão para fazer a abertura. Estão tratando a Defesa Civil como órgão responsável por isso e reconhecendo que quem está à frente das ações é a Defesa Civil”, avalia Pereira.

Em Jacinto Machado, há uma comunidade isolada no interior de São Felipe, em função de alagamentos. Em Maracajá existe preocupação com o rio Sangão, que está com cota de 9,5 metros acima do leito normal. Em Meleiro, há uma ponte interditada na comunidade de Boca do Pique, em Barra do Cedro. Há preocupação com elevação do nível dos rios Manoel Alves e Mãe Luzia. Em Sombrio, duas vias estão interditadas em razão da obstrução de pontes pela água. Já em Turvo a preocupação é com o rio Amola Faca, que chegou próximo dos 4 metros e uma comunidade está isolada no interior de São Felipe.

“Nenhuma família na Amesc deixou sua casa em função da chuva. A Amesc sempre foi uma das regiões mais atingidas e estamos trabalhando em obras de prevenção. Em Praia Grande são mais de R$ 6 milhões em obras da Defesa Civil. Santa Rosa do Sul tinha problemas, em dois anos resolvemos e nenhuma rua está alagada”, afirma o coordenador regional da Defesa Civil.

Em Praia Grande, ao longo do sábado aconteceram pequenos escorregamentos de terra no interior do município. Em Ermo, o nível da água já baixou 40 centímetros. Segundo dados do monitoramento da Defesa Civil, nos últimos quatro dias choveu 155,6 milímetros (mm) em Timbé do Sul, 155,4 mm em Araranguá e 153,2 mm em Jacinto Machado. Em Turvo choveu 137,2 mm, enquanto Meleiro registrou 136,8 mm de precipitação. No relatório ainda consta chuva de grande impacto nas cidades de Santa Rosa do Sul (134,4 mm), Praia Grande (133,6 mm), Sombrio (132,6 mm), Balneário Gaivota (123,2 mm) e São João do Sul (118,4 mm).

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