Devido mudança de gestão, profissionais do HMISC cobram pagamentos e avaliam paralisação
Criciúma
Greve pode iniciar na próxima sexta-feira, dia 29, a partir das 13 horas

Devido à mudança de gestão no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma, os trabalhadores estão reivindicando o pagamento do salário referente ao mês de maio até meio-dia da de sexta-feira, dia 29. Caso o pagamento não for efetuado, os profissionais avaliam paralisar as atividades na mesma data, a partir das 13 horas.
A greve está sendo cogitada após uma assembleia realizada na tarde desta segunda-feira, dia 25. A reunião teve como objetivo orientar os trabalhadores sobre o pagamento das verbas rescisórias e também sobre a recontratação daqueles que desejarem permanecer atuando no hospital, mesmo após a mudança de contrato.
Atualmente, a gestão da unidade de saúde é feita pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (ideas). Porém, o processo de transição para a nova gestão iniciará nesta terça-feira, dia 26, quando a Irmandade da Santa Catarina da Misericórdia de São Bernardo do Campo (SB Campo) (SP), estará no município de Criciúma.
Segundo o presidente do Sindicado dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cléber Ricardo da Silva Cândido, o Ideas já foi notificado sobre a situação do pagamento referência ao mês de maio. Uma reunião on-line também foi realizada com a Secretaria do Estado da Saúde na tarde de hoje para debater o assunto.
“Além da manutenção da greve geral, o sindicato também ajuizará uma ação coletiva para bloquear o saldo salário, verbas rescisórias, liberação do FGTS e guias de seguro desemprego e demais pendências não regularizadas. Também será feita uma reunião com o Estado e a nova empresa para garantir a contratação daqueles trabalhadores que querem seguir trabalhando na unidade, com garantia de emprego de, no mínimo, 6 meses, sob pena de greve geral”, frisou.
Paralisação
Cândido informou que, caso o pagamento não aconteça, aproximadamente 380 funcionários vão aderir a paralisação em Criciúma. De acordo com o presidente, número representa toda a categoria do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina. “Contudo, 50% dos serviços do hospital funcionarão, focados nos atendimentos de urgência e emergência. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também estará 100% em funcionamento", afirmou.
O Portal Engeplus também entrou em contato na tarde desta segunda-feira com a assessoria de imprensa do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde. Porém, não obteve retorno até o momento da publicação desta matéria. O espaço segue aberto.



