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Dia Mundial do Meio Ambiente e a Educação Ambiental

A crise climática e a necessidade de ação

Por Roberta Mânica05 de junho de 2024 3 min de leitura
Arquivo pessoal

No Brasil, uma pesquisa do Ipsos revela que 61% dos brasileiros acreditam que precisarão se mudar devido às mudanças climáticas nos próximos 25 anos. O Brasil ocupa a segunda posição no ranking de 31 países, enquanto a Turquia lidera com 68% de sua população prevendo deslocamento. Índia, com 1,4 bilhão de habitantes, ocupa a terceira posição com 57% dos entrevistados compartilhando essa preocupação. A média global é de 38%, com países como Holanda (19%), Alemanha (19%) e Suécia (21%) apresentando menores índices.

Educação Ambiental: Formação de Cidadãos Conscientes

O Dia Mundial do Meio Ambiente de 2024 enfoca a restauração de terras, prevenção da desertificação e construção de resiliência à seca com o lema Nossa terra. Nosso futuro. Somos #GeraçãoRestauração.

A restauração de terras exige uma abordagem integrativa, combinando conhecimento, motivação e responsabilidade coletiva em todas as gerações. Somos a primeira geração a testemunhar os efeitos catastróficos da degradação ambiental e a última com a oportunidade de revertê-los para alcançar metas globais de clima e biodiversidade. Podemos ser a geração que se reconciliará com a Terra, formando a #GeraçãoRestauração.

A degradação dos solos, desertificação e seca são ameaças crescentes, com mais de 2 bilhões de hectares de terra já impactados globalmente, afetando a alimentação e o abastecimento de água. Estima-se que 12 milhões de hectares sejam perdidos anualmente, atingindo diretamente 55 milhões de pessoas a cada ano. A degradação do solo afeta 3,2 bilhões de pessoas, prejudicando principalmente as comunidades rurais e pequenos agricultores.

Principais Problemas Ambientais do Brasil

Os principais problemas ambientais brasileiros incluem queimadas e assoreamento de rios. A poluição do solo, da água e da atmosfera também é prevalente, assim como o desmatamento, que envolve a remoção da vegetação de uma área.

No Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, uma pesquisa está sendo conduzida para estudar o manejo de campos utilizando fogo e gado, equilibrando a conservação da biodiversidade e a produtividade agrícola. Este projeto visa criar políticas públicas baseadas em conhecimento científico para manter a diversidade e a saúde dos ecossistemas locais. Além disso, a gestão das Unidades de Conservação de Proteção Integral, como a Floresta com Araucárias, tem mostrado resultados positivos na preservação dos habitats naturais.

Adicionalmente, uma das ações da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) é o Programa de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas de Santa Catarina. Com um edital de quase R$ 7 milhões, foram financiadas quatro propostas, incluindo o projeto ProFor Águas, liderado pela Unesc. Esta iniciativa busca aprimorar a gestão dos recursos hídricos e promover a educação ambiental e a governança da água nas bacias hidrográficas do Sul Catarinense.

A combinação de educação ambiental e políticas públicas embasadas em ciência é essencial para enfrentar os desafios climáticos e promover atitudes e comportamentos responsáveis que contribuem para a preservação do planeta.

É preciso unir forças e adotar atitudes simples como economizar água, evitar o consumo exagerado de energia, separar lixos orgânicos e recicláveis, diminuir o uso de automóveis, consumir apenas o necessário e utilizar produtos ecológicos e biodegradáveis.

O futuro é agora.

Fonte: https://jornalismoufsc.shorthandstories.com/biodiversidade-catarinense/

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