Saúde

‘Dia Roxo’: alimentação regrada auxilia no tratamento da epilepsia

Março Roxo

Doença neurológica crônica afeta mais de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo

Por Laura Brehm26 de março de 2026 2 min de leitura
DC Studio/Freepik

O dia 26 de março, também conhecido por ‘Dia Roxo’, foi criado com o objetivo de combater o preconceito direcionado a pessoas com epilepsia, uma doença neurológica crônica. Por ser uma condição que desencadeia convulsões em alguns casos, podem surgir questionamentos acerca das causas e tratamentos entre a população. Apesar de medicamentos serem recomendados, há algo a mais a ser feito e que não é muito debatido: manter uma alimentação regrada.

O neurologista e especialista em epilepsia, Renato Portal, afirma que a doença é tratável através de medicamentos antiepilépticos. Mesmo sendo usados, a depender do caso do paciente, o médico destaca que a educação alimentar auxilia na eficácia dos produtos farmacêuticos.

“O excesso de açúcar e a presença de glúten, decorrente da farinha de trigo branca, piora o estado elétrico neuronal, agravando as crises convulsivas. Uma alimentação saudável não trata a epilepsia sozinha, mas colabora para a melhora do quadro dela”, detalhou o neurologista.

Além de uma dieta saudável, outro fator que impulsiona o tratamento é o equilíbrio emocional, de acordo com o especialista. “É muito comum pacientes que estão sendo medicados terem uma piora nos sintomas devido ao estresse. O sono tem um papel importante nisso também”, explicou.

Maioria dos tratamentos são feitos com o uso de remédios

Os dados da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) apontam que aproximadamente 50 milhões de pessoas têm epilepsia ativa ao redor do mundo, ou seja, que estão em tratamento ou tenham tido crises no último ano. Ainda, estima-se que 70% delas têm crises epilépticas controladas com remédios.

As causas da epilepsia variam entre alterações genéticas e estruturais, sendo a primeira a mais comum, conforme o neurologista. “Por exemplo, na estrutural, uma criança que teve um parto difícil tem risco de ter lesões cerebrais que provocam a doença pelo resto da vida ou por um período de tempo”, ressalta.

Um dos sintomas mais recorrentes dos portadores desta condição são as convulsões. Elas são originadas por distúrbios do sistema elétrico cerebral, afetando diretamente os neurônios.

Existem duas classificações para a doença, sendo separada por benigna e crônica. A benigna é recorrente entre o nascimento aos 20 anos de idade, tendendo a desaparecer com o processo evolutivo de desenvolvimento do cérebro. “Já as crônicas exigem um tratamento personalizado e que, geralmente, acompanha a pessoa para o resto da vida”, detalhou Portal.

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