Diretora de
Diretora de escola diz que pagou frete para funcionário levar livros ao depósito
Por Redação Engeplus
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A reportagem sobre os livros didáticos de uma escola estadual de Araranguá que foram encontrados em dois ferros-velhos, nos bairros Urussanguinha e Cidade Alta, em Araranguá, ainda repercute na cidade.
A diretora da escola EEB Castro Alves – de onde saíram os livros -, Ilvelena Fernandes de Freitas, afirmou que o funcionário não participa dos quadros da EEB Castro Alves, e é contratado do Departamento de Distribuição do Material da Gerência de Educação da 22ª SDR. E que é praxe nas escolas o encaminhamento de materiais que não estão sendo mais usados - como livros, móveis e outros objetos – aos depósitos da Educação. Um dos depósitos funciona na sede da SDR, e o outro no pátio do DNIT.
No dia do descarte, funcionários da escola separaram cerca de 300 quilos de livros que já não eram mais usados na biblioteca para destiná-los ao depósito do Dnit. “Pagamos R$ 25 pelo frete, os livros fossem levados até o depósito, mas o funcionário acabou desviando o caminho desse material, o que me intriga muito, porque em 30 anos de serviço no Estado, sempre prezei pelo patrimônio público”, garante a diretora, preocupada com a imagem da escola nesse impasse.
Em contato com o funcionário acusado de fazer a comercialização do material didático, ele negou-se a responder qualquer pergunta feita pela reportgem do Jornal Amorim. Em contato com advogados da Consultoria Jurídica da Secretaria de Estado da Educação (Cojur), tomou-se conhecimento de que nenhum Inquérito Administrativo foi aberto para investigar o caso. Segundo eles, com a repercussão, o caso pode chegar ao conhecimento do Ministério Público, que pode investigar o funcionário dentro da Vara Criminal. Ao mesmo tempo, o MP pode encaminhar o assunto para a Cojur, que abre uma sindicância e um Inquérito Administrativo para investigar a denúncia. Segundo os advogados da Secretaria, mesmo não sendo efetivo do Estado, o funcionário contratado pode sofrer as sanções previstas para qualquer servidor público, já que está a serviço do Estado.
Colaboração: Fernanda Guidi/Jornal Amorim



