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Distrofia muscular: vaquinha busca arrecadar R$ 180 mil para tratamento de morador de Criciúma

Mario Benedet Machado deseja fazer procedimento nos EUA para impedir progressão da doença

Por Lucas Renan Domingos

3 min de leitura

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Foto: Divulgação

Mario Benedet Machado foi diagnosticado com distrofia muscular aos 18 anos. A doença genérica degenera os músculos do corpo progressivamente. O portador vai perdendo a musculatura do corpo, geralmente começando pelas pernas, e o agravamento pode atingir os tecidos musculares do pulmão e coração, estágio que provoca complicações, podendo levar inclusive à morte.

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Já com 31 anos, Mario continua lutando contra a distrofia. Ainda na adolescência, as quedas que sofria indicavam o sintoma da doença que veio a ser diagnosticada em uma biópsia em 2009. Logo vieram as muletas para conseguir se locomover e, com o avanço, uma cadeira de rodas.

“Atualmente ele fica sempre na cama, saindo para ir em consultas médicas e às vezes pra sair com alguns amigos. A nossa mãe saiu de seu trabalho do comércio para ser a ajudante diária dele. Ele precisa de ajuda para sentar e sair da cadeira de rodas. Além de não conseguir andar, ele não consegue mais erguer os braços, precisado de ajuda para passar desodorante, lavar o cabelo, tomar banho, ir ao banheiro, se alimentar entre outras atividades diárias”, conta Maria Fernanda Benedet Machado.

A doença não possui tratamento no Brasil. Por isso, a família lançou uma vaquinha para arrecadar R$ 180 mil. É o custo para que Mario realize um procedimento nos Estados Unidos. O principal objetivo é desacelerar ou impedir o avanço da doença.

“No caso do Mário, o tratamento reduzirá a progressão da doença. Dependendo da resposta do tratamento, ele poderá ter a volta de algumas funções que ele perdeu por conta da doença. Chances de voltar a andar? Tem, mas tudo depende de como o corpo do Mário vai reagir”, acrescenta a irmã.

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Maria Fernanda explica que o tratamento consiste em um equipamento que induz a produção de proteínas de choque térmico. Essas proteínas, entre muitas funções, tem função de “limpar” malformações de outras proteínas que resultam em doenças como o alzheimer, parkison, esclerose lateral amiotrófica e a distrofia muscular.

“Esse tratamento é feito pelo médico brasileiro Marc Abreu, que ficou muito conhecido no Brasil depois de uma reportagem. Nessa reportagem, o repórter André Tal (portador de Parkinson) foi experimentar esse novo método de tratar doenças degenerativas. Depois de realizar o procedimento, ele sentiu diferenças jamais sentidas antes”, comenta a irmã de Mario.

Quem quiser contribuir com a vaquinha pode realizar doações clicando aqui ou fazendo uma transferência em dinheiro para o PIX 098.324.339-59 (CPF, Maria Fernanda Benedet Machado). No perfil no Instagram, no @vaquinhadomaroka, os doadores também podem acompanhar as informações sobre a vaquinha e o tratamento de Mario, além de contribuírem com a divulgação.

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