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É falsa a informação que caminhão da coleta de lixo foi roubado durante assalto ao Banco do Brasil

Noite de terror

Funcionários da empresa retornaram para a sede assim que tomaram conhecimento do roubo

Por Thiago Hockmüller02 de dezembro de 2020 3 min de leitura
Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

Criciúma passou por uma madrugada de terror nesta terça-feira, dia 1°, quando criminosos sitiaram a cidade e roubaram a agência central do Banco do Brasil. E para funcionários da empresa Racli, responsável pela coleta de lixo no município, não foi diferente. Assim que o encarregado das rotas teve conhecimento do crime em andamento, recomendou que todos os caminhões retornassem para a empresa, exceto aqueles em zonas distantes que pudessem passar por áreas de risco. Além do mais, é falsa a informação de que colaboradores foram reféns e que um caminhão teria sido roubado pelos criminosos. Essa informação foi recebida pelo comando da Polícia Militar (PM) ainda no início da madrugada, porém não se confirmou.

Assim como acontece rotineiramente, a empresa estava com todo o efetivo nas ruas: 11 caminhões e cerca de 44 funcionários. Assim que as primeiras informações chegaram, foi dado o alerta para os motoristas. “Quando o pessoal começou a perceber que estava acontecendo algo diferente, começaram a mandar mensagem. Fizemos contato com o pessoal e já descartamos essa possibilidade (de roubo e funcionários reféns)”, explica o gerente comercial do grupo RAC, Renê Paim.

“Fomos protegidos pela graça divina”

Com os criminosos agindo em diversos pontos da cidade, naturalmente houve tensão até que os funcionários estivessem seguros na empresa, que tem a base localizada no bairro São Luiz. Cabe lembrar que naquele mesmo dia, só que em Içara, funcionários da empresa foram atacados por um morador do bairro Demboski enquanto faziam a coleta de lixo.

Mesmo com a emoção dos fatos, o encarregado reconhece que o retorno para a base - e a permanência no local para equipes distantes do bairro São Luiz - foi racional e contribuiu para salvaguardar a integridade física dos colaboradores.

“Fomos protegidos pela graça divina. Assim que tivemos a notícia, foram retirados das ruas. Não é fato que o caminhão foi roubado. Nossos funcionários foram orientados para voltar para a base e graças a Deus nada aconteceu conosco. Estávamos com o contingente normal. A quantidade padrão de funcionários estava coletando”, explica Paim.

Foi quase que instantâneo. A reação foi natural para qualquer pessoa. Fomos racionais e tiramos o nosso pessoal da rua. O ato demandava um pouco de emoção, mas fomos o mais racional possível para que nada acontecesse com nossos colaboradores. E nada aconteceu.

gerente comercial do grupo RAC, Renê Paim
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Ainda no início da manhã, assim que o clima acalmou e não havia mais riscos, a coleta reiniciou e o contingente normal da empresa voltou às ruas para concluir o trabalho suspenso durante a madrugada. “O fato mais triste foi o caso do cara que tocou a faca no caminhão e agrediu psicologicamente o nosso pessoal (em Içara)”, afirma.

Acompanhe a cobertura

Acompanhe no Portal Engeplus todos os detalhes da noite de terror em Criciúma. Desde a madrugada de terça-feira a reportagem está nas ruas apurando informações sobre o maior roubo a banco da história do estado catarinense para que você possa identificar o que é verdade ou mentira.

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