Em Criciúma, mais de cem pessoas deixaram suas casas após as fortes chuvas
Balanço
Em 12 horas, foram registrados quase 200 milímetros de chuva

A cidade de Criciúma amanheceu nesta terça-feira, dia 22, buscando contabilizar os prejuízos causados pelas fortes chuvas que atingiram o município nas últimas horas. Segundo o prefeito Vagner Espindola, aproximadamente cem pessoas deixaram suas residências. Além disso, foram registrados quase 200 milímetros de chuva em 12 horas.
“Pelo número que já nos chegou, foram quase 200 milímetros no acumulado de 12 horas, o que é uma média de praticamente dois meses de chuva. Então, ainda que a gente tenha feito e esteja fazendo todo o trabalho de limpeza de boca de lobo, desobstrução, limpeza de rios, é um volume de chuva alto”, afirmou Espindola, em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.
Segundo o prefeito, aproximadamente cem moradores de Criciúma precisaram deixar suas casas. “Essas pessoas foram para a casa de familiares, amigos. Além disso, 27 pessoas ficaram nos nossos abrigos no Centro Multiuso, no Parque das Nações, no bairro Próspera. As famílias receberam todos os mantimentos, alimentação ou tudo aquilo que é atenção primária”, destacou.
Rios
O prefeito ressaltou que todos os rios que cortam a cidade já voltaram para os leitos. “Nós temos ainda pontos de alagamento das águas que não conseguiram fazer o fluxo para os rios e pedimos atenção dos motoristas, pois nos bairros Paraíso e Sangão ainda possuem lâminas d'água nas ruas”, explicou.
Agradecimentos
Espindola destacou a importância do Corpo de Bombeiros durante as chuvas desta segunda-feira. “Tivemos oito equipes do Corpo de Bombeiros conosco nas ruas, com mais de 20 homens com seus botes fazendo resgate de pessoas que estavam isoladas, sendo pessoas acamadas, idosos. Então, fica nosso agradecimento ao Corpo de Bombeiros e a todos os voluntários, que a gente chama de heróis invisíveis”, destacou.
O prefeito também afirmou que conversou com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), Júlio Garcia, e que os deputados da bancada do Sul catarinense devem se reunir para ajudar Criciúma e outros municípios. “Eles deverão se reunir no sentido de obter recursos para que a gente possa amenizar os impactos. A bancada do Sul de Santa Catarina deve se reunir junto ao governo do Estado para intermediar recursos”, pontuou.



