Em Criciúma, ministro do Trabalho e Emprego recebe lista de reivindicações do setor empresarial
Na Acic
Luiz Marinho se reuniu com representantes do setor na tarde desta quinta-feira

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, visitou a Associação Empresarial de Criciúma (Acic) na tarde desta quinta-feira, dia 1º. Em reunião com lideranças empresariais, ele recebeu uma lista de demandas e anseios do setor produtivo.
Entre os temas apresentados estão negociações trabalhistas, fiscalizações do trabalho e capacitação de mão de obra (clique aqui para ler o documento completo). O presidente da Acic, Valcir Zanette, destacou que Santa Catarina vive um momento de pleno emprego. O estado possui números melhores quando comparados com o Brasil.
“Discutimos pleitos e falamos com o ministro sobre as atividades produtivas da região, como mineração, plástico, química, metal-mecânica e de que forma estamos contribuindo economicamente. Enquanto nós temos no Brasil 6,9% de desempregados, aqui em Santa Catarina temos 3,8%. E nós produzimos de tudo. Levamos ao ministro os números que temos aqui no Sul e pedimos a ele algumas reivindicações”, disse.
Um dos temas também apresentados para Marinho foi sobre a transição energética justa. Por meio de um plano de ações, o setor carbonífero projeta zerar a emissão de carbono até 2040. O setor é responsável pelo fornecimento de carvão utilizado para produção de 25% da energia consumida no estado catarinense.
“A lei federal da transição energética justa estabelece uma equipe que possui também a participação dos ministérios. Para que ela ande, precisa ter a representação de todos os governos. Esse processo diz respeito à área econômica, o que envolve também os empregos, que é a pasta do ministro Luiz Marinho”, enfatizou Zanette.
Diálogo entre empresários e empregados
Marinho destacou que a geração de empregos é o momento para discutir também a qualidade das ocupações. “Nos 18 meses do atual governo foram 2,7 milhões de empregos formais. Se você olhar as ocupações gerais, ainda tem a informalidade. E o emprego no Brasil começa a informalidade crescendo e depois arrasta para a informalidade. Quando chega no pleno emprego, você entra no processo de qualificar melhor esses empregos, com maiores salários, que é o que acontece neste momento no Brasil”, disse.
O ministro analisou ainda que para que as oportunidades de emprego sigam crescendo, é preciso que os setores públicos e privados caminhem juntos. “Para movimentar a economia é preciso investimento público em infraestrutura, educação, habitação. Isso arrasta investimento privado”, enfatizou.
Marinho ainda ressaltou a necessidade do Governo Federal atuar como um intermediador entre os empregados e empregadores. “O melhor dos mundos é quando o governo não precisa se meter. O que a gente provoca é o entendimento. Seja livre negociação, convenção coletiva. É o que a gente procura fazer. Quando vou aos estados, busco trabalhar com os empregadores, com os trabalhadores”, completou.
Ao longo da sua agenda no Sul de Santa Catarina, o ministro do Trabalho e Emprego visitou a mineradora Rio Deserto, em Içara. Depois passou pela agência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Criciúma, cumpriu a agenda na Acic E conversou com movimentos sindicais na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma e Região (Siserp). Ele conclui a agenda na Sociedade Recreativa União Mineira, onde participa da convenção para confirmação de Arlindo Rocha como pré-candidato a prefeito de Criciúma pelo Partido dos Trabalhadores (PT).



