Em estado de greve, funcionários da Casan podem iniciar paralisação a partir do dia 4 de junho
Santa Catarina
Em Criciúma, sindicato e funcionários tiveram assembleia na manhã desta terça-feira

O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de Santa Catarina (Sintaema-SC) e funcionários da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) de Criciúma estiveram reunidos na manhã desta terça-feira, dia 28, em assembleia para definir sobre a paralisação das atividades a partir do dia 4 de junho.
Conforme o Sintaema, em Criciúma, a Casan possui 70 funcionários e eles já estão em estado de greve, assim como em todo o Estado. “Continuam ocorrendo assembleias até as 17 horas em diversas cidades do Estado, com isso, teremos uma resposta sobre a paralisação a partir da tarde de hoje, mas ao que indica, devemos paralisar, sim”, explica Genilson Teixeira Gomes, vice-presidente do Sintaema.
O vice-presidente do Sintaema ressalta que o sindicato está buscando manter os direitos conquistados ao longo dos anos. “Estamos só nos defendendo, porque o acordo coletivo só tira direitos nossos, estamos só nos defendendo. Estão querendo tirar o que construímos ao longo de 40 anos”, afirma.
O que o Sintaema pede?
Greve dos funcionários da Casan
Nesta quarta-feira, dia 29, o sindicato e representante da Casan estarão reunidos. “Há oito anos não temos greve dos funcionários da Casan em Santa Catarina. É importante ressaltar que não podemos parar o sistema por completo, fica o fornecimento de água, e se tiver algum problema sério na adutora, por exemplo, a gente reúne os funcionários, buscamos entender a gravidade e consertamos. O que paralisa? Setor comercial, o setor de atendimento diminui, mas a população, não tem que pagar por isso, fica mantido todo o abastecimento”, detalha o vice-presidente do sindicato.
O que a Casan diz?
A reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com a Casan, que se pronunciou por nota. Confira abaixo:
A CASAN, por meio da Comissão de Negociação Sindical segue com diálogo aberto e em negociação com os sindicatos que representam o conjunto de trabalhadores da Companhia, à cerca da aprovação de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), renovado anualmente. O que estava em vigor encerrou no dia 05/05/2024. A data anunciada por sindicatos para uma paralisação era dia 22/05 e não ocorreu.



