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Em estado de greve, servidores municipais realizarão paralisação nesta terça-feira em Criciúma

Protesto inicia às 6 horas no pátio de máquinas no bairro Primeira Linha

Por Rafaela Custódio

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Foto: Rafaela Custódio/Arquivo Portal Engeplus

Em estado de greve desde o dia 5 de maio, os servidores municipais de Criciúma estão reivindicando reajuste salarial e uma série de medidas junto ao Paço Municipal e à Câmara de Vereadores. Nesta terça-feira, dia 18, os profissionais realizarão a partir das 6 horas, uma paralisação que iniciará no pátio de máquinas, no bairro Primeira Linha.

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Em entrevista ao Portal Engeplus, a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp), Jucélia Vargas, informou que a paralisação visa abranger todas as categorias. "Nosso objetivo é chamar atenção de toda população de Criciúma. Temos um governo que não conversa e precisamos reverter esta situação", destacou.

Ainda segundo a presidente sindical, o ato visa pressionar o governo de Criciúma a revisar os salários dos servidores, que segundo ela, há dois anos não são reajustados. "Não sabemos a coragem de todos os servidores para comparecerem ao ato, pois o governo pressiona. Mas estamos chamando todos os trabalhadores", explicou. "O governo está deixando uma marca de medo. Não estamos preocupados com o percentual que vai parar, e sim, que vamos buscar nossos direitos. Se o servidor quiser, a cidade para. Estamos abertos ao diálogo, mas o governo não quer", acrescentou.

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A presidente do Siserp comentou sobre o vídeo gravado nesse domingo, dia 16, pelo prefeito Clésio Salvaro. O chefe do Poder Executivo criciumense afirmou que as aulas na Rede Municipal de Ensino em Criciúma serão presenciais a partir do dia 1º de junho.

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"O Salvaro não é o dono do mundo. E o direito dos pais? E as crianças com comorbidades? Ele não reflete sobre suas palavras. A população não está se dando conta de tudo que está acontecendo", afirmou.

"Servidor que não comparecer, terá o dia descontado"

Em março, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional toda a Lei Complementar 173/2020 que, no contexto da pandemia, ficou conhecida como Lei de Socorro aos Estados, incluindo o trecho que proíbe o reajuste no salário de servidores federais, estaduais e municipais até 31 de dezembro de 2021. O Governo de Criciúma está baseado nesta lei para não conceder o reajuste salarial.

O prefeito de Criciúma afirmou na manhã desta segunda-feira, dia 17, que está cumprindo a lei. "Eles devem procurar o governo federal, estamos seguindo a lei aprovada pelo congresso. O Tribunal de Contas de Santa Catarina recomendou que os municípios aplicassem a lei. O sindicato pode fazer qualquer manifestação, o servidor que não comparecer e não bater o ponto, terá o dia descontado. Nós cumprimos a legislação, pagamos certinho e as obrigações sociais estão depositadas", destacou Salvaro em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.

Salvaro ainda afirmou que os profissionais da saúde terão um abono salarial. "Reconheço que alguns servidores, principalmente na área de saúde, merecem a reposição, como não é possível, vamos dar um abono. É o que nós conseguimos encontrar de forma jurídica. Vamos cumprir o que está na lei", finalizou.

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