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Em greve, mais de 100 funcionários da Casan realizam ato em Criciúma

Paralisação

A paralisação dos profissionais iniciou nessa terça-feira, dia 4

Por Rafaela Custódio05 de junho de 2024 3 min de leitura
Rafaela Custódio/Portal Engeplus

Os funcionários da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) realizaram um ato na manhã desta quarta-feira, dia 5, na avenida Estevão Emílio de Souza, no bairro Ceará, em Criciúma. São cerca de 150 profissionais que atuam na Companhia na cidade e estão com atividades paralisadas, já que entraram em greve nessa terça-feira, dia 4.

“Estamos desde março tentando negociar com a empresa, e buscando um diálogo, tentando um acordo, mas sem sucesso. A empresa entregou uma pauta para nós retirando 12 direitos, que conquistamos ao longo dos ano em acordo coletivo. Estamos apenas tentando recuperar nossos direitos”, explica Genilson Teixeira Gomes, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de Santa Catarina (Sintaema-SC).

Conforme Gomes, os funcionários pedem o fim da terceirização da Casan. “A Casan avança diariamente com este processo [terceirização] e quem sofre é o trabalhador da ponta. Ainda estamos reivindicando para Casan a contratação de mais 400 funcionários para empresa. Estamos cobrando o chamamento das pessoas que passaram em concurso. Além disso, eles mexeram nos turnos de trabalhos”, ressalta.

A Companhia Catarinense afirmou que o atendimento das reivindicações pode gerar impacto financeiro na ordem de R$ 85 milhões por ano. E que tal valor pode refletir consideravelmente no orçamento da Casan. “Fizemos de tudo para tentar conversar. Eles colocaram que o impacto financeiro será de R$ 85 milhões e isso não existe. A nossa proposta não tem nem impacto financeiro. Tem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mas que não chega ao valor de R$ 85 milhões”, comenta.

Ainda não há uma reunião agendada entre a diretoria da Casan e o sindicato. “A gente espera que a diretoria se sensibilize. Que nos chamem para uma negociação e que venha realmente para negociar”, frisa. Atualmente, a Casan possui 2,7 mil funcionários em Santa Catarina.

O que a Casan diz?

Conforme a Casan, a Comissão de Negociação Sindical está em tratativas com as lideranças sindicais desde o dia 15 de março. Apenas o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de Santa Catarina (Sintaema-SC) não aceitou a proposta do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2024/2025.

“A Comissão destaca que entre os principais pleitos que a categoria reivindica estão os de natureza econômico-financeira, com impacto de aproximadamente R$ 85 milhões por ano, que refletem diretamente no orçamento desta Companhia – que está em recuperação da saúde financeira. Ainda comprometeria a capacidade de futuros investimentos necessários para cobrir o déficit nos contratos de programas e perseguir as metas do Marco Legal do Saneamento”, argumenta a Casan.

A Companhia também afirma ter concedido, a partir de 1° de maio de 2024, reajuste salarial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) aplicado sobre a escala salarial vigente, ou seja, equivalente a todos os auxílios recebidos como vale-alimentação, gratificação de férias e abono natal. “O que corresponde a um aumento de 3,23%. Manteve também o auxílio educação, plano de saúde e odontológico sem alterações, possibilidade de horário flexível e formação de comissões paritárias para estudo de novos pleitos”.

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