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Em protesto, trabalhadores pedem a suspensão das atividades na JBS

Coronavírus

Manifestação ocorreu na manhã desta quinta-feira, dia 19, na unidade de Forquilhinha

Por Thiago Hockmüller19 de março de 2020 2 min de leitura
Divulgação

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e Região (SINTIACR) lideraram uma manifestação em frente à unidade de Forquilhinha da JBS na manhã desta quinta-feira, dia 19. Segundo informado pelo secretário de imprensa do sindicato, Célio Elias, os trabalhadores reivindicam a paralisação das atividades pelos próximos dias como prevenção ao coronavírus.

Durante o ato, Elias foi detido pela Polícia Militar (PM), assinou um termo circunstanciado e foi liberado na sequência. A unidade de Forquilhinha, segundo o sindicalista, atua neste momento com cerca de 20% da capacidade, mas isto por ação dos próprios funcionários.

“O turno da manhã, que entra às 5 horas, não entrou, apenas uns 100 funcionários. Os caras estão lutando pela saúde deles, para não estar em confinamento de pessoas, estão querendo que a empresa libere”, conta.

O SINTIACR também questiona a circulação de ônibus fretado pela JBS para transporte dos funcionários. “Tem um decreto do governador que não pode circular, eles estão circulando. É a preservação da vida deles e a JBS não tá respeitando”, reclama.

Já o advogado do sindicato, Samuel Francisco, explica que entre 60% e 80% dos trabalhadores necessitam de ônibus para deslocamento até a empresa. Além de dividirem outros espaços durante a atividade. “A reivindicação é questão de não ter exposição ao risco de contaminação de coronavírus. Entre 60 a 80% vão de ônibus, usam o mesmo vestiário, fazem refeições e trabalham lado a lado. O pessoal tá com medo”, afirma.

Sem conseguir negociar a situação junto à diretoria da empresa, o SINTIACR promete uma medida judicial para solucionar o imbróglio.

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