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Empresa afirma que não há risco de rompimento da contenção do terceiro açude em Jaguaruna

Alívio

Dois açudes extravasaram e causaram transtornos para a população da comunidade de Olho d’Água

Por Thiago Hockmüller27 de novembro de 2023 3 min de leitura
Divulgação/Bombeiros Voluntários de Jaguaruna

Seguem os trabalhos de recuperação da área inundada após o rompimento de um dique na comunidade de Olho d’Água em Jaguaruna. Segundo nota da prefeitura, a energia elétrica foi restabelecida e os trabalhos são concentrados para liberação da estrada geral Arroio da Cruz (JAU-508), principal via que liga a comunidade ao Centro de Balneário Esplanada. Já a empresa JR Construções e Terraplanagens, que operava no local para extração de areia, afirma que não há risco de rompimento da contenção do terceiro açude.

“Ele (terceiro açude) é totalmente monitorado para que se entregue relatórios periódicos ao IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina). Não há risco e está estabilizado. Vamos monitorar porque não esperávamos que os outros iam extravasar. Nosso geólogo e engenheiro de minas esteve lá e não há risco. Estamos trabalhando para recuperar o pavimento e a energia foi restabelecida. A primeira coisa a que nos dedicamos é restabelecer a normalidade no local”, afirma o gerente comercial da empresa JR Construções e Terraplanagem, Júlio Remor.

O rompimento do dique, na tarde desse domingo, dia 26, provocou o extravasamento de dois dos três açudes. A grande quantidade de água invadiu casas e comércios próximos ao local, além de danificar o solo onde passa a estrada geral Arroio da Cruz. “Ao mesmo tempo em que estamos realizando a limpeza, vamos fechar o buraco para liberar a estrada”, afirma Remor.

Os três açudes estão inutilizados comercialmente e são resultado da extração de areia, conforme licença ambiental expedida pelo IMA. Remor explica que a água não oferece risco de contaminação do solo, inclusive havia peixes nos açudes. “É uma água que pode ser usada, inclusive, pela comunidade para agricultura, porque é uma água boa e ali não tinha mais atividade de extração. Tinha muitas espécies de peixes ali e o pessoal até costumava pescar. Então não tem nenhum perigo de contaminantes, de poluição”, afirma

Auxílio aos moradores

A JR Construções e Terraplanagens possui um levantamento informal dos danos causados pela água. Após o restabelecimento da normalidade na comunidade, a empresa deverá se dedicar para identificar o tamanho do prejuízo causado aos moradores e comerciantes.

“O nosso encarregado vai visitar os moradores para fazer o levantamento. Visualmente já vimos um muro que caiu e a erosão em um pátio. Com certeza vamos ser parceiros para atender a comunidade nos danos que tiveram, mas primeiro vamos limpar e trazer a normalidade. Depois será um momento de aproximação dos moradores. Estamos ali há muito tempo e sempre tivemos ótima relação com eles”, afirma Remor.

O motivo do rompimento do dique ainda está sob avaliação, uma vez que houve grande volume de chuva nos últimos meses. Para contornar as interdições, a prefeitura sugere rotas alternativas como a estrada de acesso ao Balneário Campo Bom. “Bem como a estrada via balneário Torneiro e Urussanga Velha”. Já a Defesa Civil orienta que a comunidade evite aproximação do local interditado e da área onde ocorreu o rompimento do dique.

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