Empresas e pessoas físicas podem destinar IR para projeto de reciclagem no Sul de SC
Plástico
Contribuições podem ser feitas até 31 de dezembro

Empresas e pessoas físicas têm até o dia 31 de dezembro para contribuir com o Projeto Defesa Circular. A proposta criada pelo Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc) e aprovada pelo Ministério do Meio Ambiente permite que parte do Imposto de Renda (IR) seja destinado para a iniciativa por meio da Lei de Incetivo à Reciclagem.
A intenção do Sinplasc é aplicar R$ 7,4 milhões no projeto até 2028, com a fase de teste sendo implementada ainda no primeiro semestre de 2026, que tem um custo estimado em R$ 2 milhões. O modelo piloto será realizado no município de Orleans, em uma região com mais de 1 mil casas, onde moram quase de 5 mil pessoas.
O projeto propõe um modelo integrado de gestão de resíduos, envolvendo educação ambiental, coleta seletiva, capacitação de catadores, centrais de triagem e reaproveitamento de plásticos de difícil reciclabilidade. Entre as ações está a aquisição de uma usina de termoplásticos que transformará os chamados plásticos de uso único em novos produtos, como blocos para construção de casas populares, bancos de praças, tampas de bueiros, meios-fios, calçamentos e outros.

“Esse projeto tem uma inteligência e uma estratégia para resolver uma necessidade antiga da indústria plástica que é evitar que o plástico seja descartado incorretamente ou vire poluição. Por meio de um mecanismo integrado de gestão de resídios, onde os materiais são ressignificados e valorizados, evitaremos que sejam desperdiçados em aterros ou despejados inadequadamente no meio ambiente”, salientou o diretor-executivo do Sinplasc, Elias Caetano.
A lei prevê que empresas de qualquer setor localizadas em todo o território brasileiro destinem até 1% do imposto de renda devido para o projeto. No caso de pessoas físicas, o percentual é de até 6%. Uma das novidades do projeto é a aplicação de mecanismos de rastreabilidade, comprovando a origem e o destino dos plásticos.
“O projeto surge em um momento decisivo para o setor. Leis que propõem o banimento de plásticos de uso único avançam em diferentes esferas do Legislativo, e o setor produtivo ainda enfrenta déficit de dados concretos que provem que esses materiais têm solução na economia circular. Sem dados, a narrativa parcial contra o plástico vence. E quando a narrativa vence, a legislação que vem depois chega enviesada. Ao comprovar a rastreabilidade, promovemos a viabilidade técnica e econômica do reaproveitamento”, frisou Caetano.
O Sinplasc defende que o projeto possui impacto significativo na economia regional. O Sul de Santa Catarina é um dos principais produtores de descartáveis do país, gerando empregos, renda e competitividade industrial. A meta coletar 540 toneladas de plásticos em dois anos de execução do projeto.



