Empresas procuram líderes com perfil de gestão e inovação
Pesquisas indicam que profissionais estão repensando o status corporativo.

Vai faltar lideres nas empresas por exigência de novas competências e busca de qualidade de vida?
De um lado, empresas necessitam de líderes com novas habilidades, mas não os desenvolvem; do outro, lideranças buscam empregos com propósito e mais autonomia. De acordo com pesquisa divulgada pela revista Forbes, o mercado de trabalho está mais diverso do que nunca em termos de idade. Pela primeira vez, quatro gerações convivem nos escritórios, um quadro que se estabelece com o envelhecimento da população.
Cerca de 8 em cada 10 têm dificuldade de conduzir o ambiente multigeracional, mostra uma pesquisa da SPUTNiK, empresa de educação corporativa. Apesar da diversidade ser considerada um ativo para as empresas, os conflitos geracionais estão entre os maiores desafios para 31% desses profissionais.
Além disso, relação entre inteligência artificial e emprego é complexa e não é linear. Em geral, tende a substituir empregos que são repetitivos, previsíveis e não exigem muita criatividade ou pensamento crítico. Por outro lado, a IA pode criar novos empregos que exigem o aperfeiçoamento habilidades cognitivas.
Nos últimos anos, muitos profissionais que ocupavam cargos de lideranças repensaram o status corporativo. As motivações envolvem o contexto pós-pandêmico, que inclui busca por qualidade de vida, mudanças no local de trabalho, com o home office e o regresso ao escritório. Segundo estudo da Talenses Group e do Insper, Panorama Mulheres 2023, revela que este ano, as mulheres representam 21% dos membros dos conselhos administrativos e 17% das CEO das empresas brasileiras.
Pesquisas demonstram que as empresas estão, de fato, observando um aumento da saída de profissionais de cargos executivos. Nos EUA, por exemplo, mais de 1.440 CEOs abandonaram seus empregos até dezembro de 2023. A desistência equivale a um aumento de quase 50% em relação ao mesmo período em 2022. Os dados são da pesquisa global da Challenger, Gray & Christmas, empresa de recolocação profissional e transição de carreira.
A pesquisa ainda mostra o que toma mais tempo dos líderes e dos seus times:
Coordenação de demandas e processos (66,8%);
Estratégia do negócio (construção, execução, etc) (53,0%);
Gestão de aspectos emocionais (44,4%).
As 3 principais questões ainda confusas para os líderes:
Formas de desenvolver e engajar a equipe (25%);
Possibilidades de crescimento de negócio a longo prazo (24,6%);
Alinhar saúde mental com o desenvolvimento profissional e/ou de carreira do meu time (19,8%).
Gestão da saúde mental.



