Saúde
Enxaqueca na infância podem predizer risco de doença na vida adulta
Na maioria dos casos há histórico familiar de enxaqueca
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Quem sofre de enxaqueca (migranea) sabe que não é meramente uma dor de cabeça. Afinal, está associada a uma série de outros sintomas, como tonturas, torcicolo, alterações visuais, alterações sensório-motoras e distúrbios gastrointestinais, como anorexia (perda do apetite), dor abdominal, náuseas e vômitos.
O que poucas pessoas sabem é que estes sintomas podem ocorrer na infância, com ou sem a presença de dor de cabeça. E quando isso acontece pode ser um sinal da presença de um dos vários tipos das Síndromes Periódicas da Infância. A descrição desses quadros data de 1933, mas só recentemente houve a aceitação da existência das síndromes periódicas infantis como variantes da migranea em crianças.
Segundo a neuropediatra, Dra. Andrea Weinmann, normalmente as síndromes periódicas da infância coexistem com as enxaquecas, na maioria dos casos há histórico familiar de enxaqueca e a maior parte das síndromes periódicas da infância evoluem para enxaqueca na vida adulta.
“Uma outra característica é que são crianças completamente saudáveis fora da crise, mas que durante um episódio ficam bem prostradas e, muitas vezes, incapacitadas”, explica Dra. Andrea.
Diagnóstico é um desafio
As síndromes periódicas da infância são de difícil diagnóstico, dada a ampla variedade de sintomas, que podem estar ligados a outros problemas, como erros inatos do metabolismo, epilepsia, distúrbios do sono, e outras síndromes genéticas.
Portanto, o médico neuropediatra precisa fazer o diagnóstico diferencial, descartando todas as outras possíveis causas. “É um diagnóstico por exclusão de outras doenças. Assim, só podemos fechar diagnóstico depois de ter feito uma anamnese cuidadosa, exame físico, exames de imagem e laboratoriais, além de ter descartado todas as causas possíveis”, diz Dra. Andrea.
Tratamento
O tratamento começa pela prevenção dos fatores desencadeantes, assim como é feito na enxaqueca tradicional. “Falta de sono, estresse, excesso de atividade física, ingestão de chocolate, queijos e de alimentos que contêm substâncias como nitritos e glutamato monossódico, são fatores que podem levar às crises”, explica a neuropediatra. Portanto, é preciso fazer mudanças no estilo de vida.
“Também usamos medicamentos para prevenir as crises e para tratá-las. Mas, cada síndrome demanda um tipo de tratamento, seja profilático ou para alívio das crises.
Prognóstico
Em geral, as síndromes periódicas da infância costumam ter um bom prognóstico. Entretanto, grande parte das crianças que apresentam um dos tipos destas síndromes acaba virando um adulto que irá sofrer de enxaqueca ao longo da vida.
Colaboração: Agência Health / Assessoria de Imprensa



