Equipe de
Equipe de neurocirurgia faz procedimento inédito no Hospital São José
Por Redação Engeplus
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Uma técnica eficaz para o diagnóstico preciso de algumas doenças neurológicas foi realizada pela primeira vez no Hospital São José. O Serviço de Neurocirurgia usou a Biópsia Estereotáxica para diagnosticar um tumor cerebral e apontar o tratamento mais adequado à paciente.
De acordo com o neurocirurgião responsável pelo procedimento, o médico André Nesi, a técnica é utilizada para obtenção de pequenas amostras de tecidos para estudo anátomo patológico de lesões intracranianas solitárias e de origem variada, como tumores primários e metastáticos. O método é usado, sobretudo, quando se tratam de lesões profundas, inacessíveis à retirada cirúrgica direta, ou quando tendem a infiltrar áreas nobres ou estruturas vitais. Também serve paradrenagem de cistos, abscessos e hematomas ou em casos de processos infecciosos de causa desconhecida.
“A Biópsia Estereotáxica é uma técnica que minimiza bastante o risco inerente à cirurgia normal”, aponta o especialista. Ela dura, em média, uma hora e meia e seu benefício está, principalmente, na metodologia. A pessoa recebe apenas sedação e anestesia local, e o paciente permanece acordado.
O neurocirurgião explica que, “para certas doenças, os exames de imagem apenas indicam a lesão, mas não especificam sua natureza, logo, submeter o doente à técnica convencional (craniotomia) o colocaria em risco”. A primeira paciente submetida à Biopsia Estereotáxica no hospital foi diagnosticada com tumor cerebral pelo neurologista Glauco Duarte da Luz. Também participou do procedimento o neurocirurgião Sandro de Medeiros.
Na prática, o paciente recebe a anestesia local e um arco é fixado em sua cabeça, para ser feita a tomografia que irá especificar as coordenadas da lesão: profundidade, altura e largura. Com o ponto demarcado, a pessoa é conduzida ao bloco cirúrgico. Uma incisão de três centímetros é feita na pele. O aparelho de biópsia – Arco de Estereotaxia, é montado de acordo com as coordenadas da tomografia. Por um orifício de um centímetro e meio no osso do crânio, a agulha conectada ao Arco alcança a lesão. “Temos a precisão de um milímetro”, especifica Nesi. Vários fragmentos da lesão são retirados para análise e, em um dia, o paciente recebe alta médica.
Colaboração de Texto e Fotos: Taíze Pizoni / Comunicação Hospital São José



