Estado estima 3,4 mil casos de câncer colorretal em SC durante 2026; confira sintomas e como prevenir
Março Azul
Tratamento da doença varia conforme a localização do tumor e o estágio

O mês de março, por meio da campanha Março Azul, é dedicado à conscientização sobre o câncer colorretal ou do intestino, e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença, que pode elevar em até 90% a chance de cura. Em Santa Catarina, estão previstos 3,4 mil novos casos de câncer colorretal em 2026 e 270 casos na capital, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Santa Catarina conta com atendimento especializado em Oncologia em 19 hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde. Entre os serviços disponibilizados estão consultas, exames, radioterapia, quimioterapia, cirurgias, imunoterapia e terapia hormonal. O tratamento do câncer de intestino varia de acordo com a localização do tumor e o estágio da doença.
Em 2025, o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), unidade do Governo do Estado, foram atendidos 394 pacientes diagnosticados com câncer de cólon e reto. Esse tumor inicia-se no intestino grosso. No país, sem considerar os tumores de pele não melanoma, essa neoplasia ocupa a terceira posição entre os tipos de câncer mais comuns.
O diretor-geral do Cepon, Alvin Laemmel, destaca que a detecção precoce é essencial para aumentar as chances de cura.“É fundamental estar atento a sinais como mudanças no hábito intestinal, diarreia ou constipação persistente, dor abdominal, perda de peso, sangramento nas fezes e anemia sem causa aparente. Ao perceber qualquer desses sintomas, é importante procurar uma Unidade Básica de Saúde e manter os exames preventivos em dia”, alerta.
A incidência do câncer colorretal tem aumentado em todo o mundo, principalmente devido à maior exposição a fatores de risco. “Hábitos como alimentação inadequada, consumo excessivo de gorduras e carne vermelha, dietas pobres em frutas e verduras e a falta de atividade física estão diretamente associados ao aumento dos casos. Além disso, temos observado um crescimento no consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados, o que contribui significativamente para o desenvolvimento da doença”, afirma o coordenador do Serviço de Oncologia Clínica do Cepon, Victor Hugo.
Exames preventivos e rastreamento
Por ser frequentemente assintomático nos estágios iniciais, o câncer colorretal costuma ser identificado durante exames de rastreamento. “A colonoscopia é o exame mais indicado, pois permite a visualização direta do intestino e a identificação de possíveis lesões. O procedimento é realizado sob sedação, após preparo do trato digestivo, e possui alta capacidade diagnóstica”, explica o Dr. Victor Hugo.
A recomendação médica é que o rastreamento seja iniciado entre os 45 e 50 anos. Para pessoas com histórico familiar da doença, o exame deve ser realizado dez anos antes da idade em que o parente foi diagnosticado, sempre com acompanhamento médico. A conscientização sobre a prevenção, aliada ao diagnóstico precoce, é essencial para reduzir a incidência da doença e aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.
Colaboração: Michelle Valle/Assessoria de Comunicação/Cepon



