Estado promete não deixar trabalhadores do HMISC para trás durante transição e nova greve
Criciúma
Diogo Demarchi Silva afirma que governo acompanha momento de transição

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, se manifestou no final da tarde desta quarta-feira, dia 4, sobre a situação do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma. Os funcionários da unidade devem retornar à greve nesta sexta-feira, dia 6, a partir das 6 horas.
Nesta quarta, vereadores da bancada do Partido Liberal (PL) estiveram em Florianópolis para uma reunião com o secretário, que gravou um vídeo comentando o atual cenário da instituição e as medidas que vêm sendo adotadas pelo governo do estado.
Segundo Diogo, o momento é de transição e exige diálogo e responsabilidade. “É um momento atual que nós estamos vivendo e, principalmente, de compromisso não só da Secretaria de Saúde, mas do Governo do Estado de estar junto nesse momento de transição e em que muitas dúvidas surgem”, afirmou.
O secretário destacou que, a pedido dos vereadores, foi realizada no início da semana uma conversa com o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), instituição que administra o hospital para tratar de pendências trabalhistas, como o recolhimento do FGTS e os consignados. “Tivemos um bom encaminhamento. São detalhes que estamos organizando nesse período de transição”, explicou.
Silva reforçou que o governo do estado pretende garantir segurança aos trabalhadores, tanto em um possível processo de transição quanto no cumprimento das obrigações legais. “Pode ter certeza que o governo do estado vai estar junto o tempo todo e ninguém vai ficar para trás nesse contexto. Seja no momento de uma possível transição, no sentido da pessoa continuar trabalhando no Materno-Infantil, seja no cumprimento de todos os compromissos que precisam ser honrados com os trabalhadores”, declarou.
O secretário ainda afirmou que a gestão estadual prioriza o diálogo. “Nosso governo não tem papo de deixar para trás ou de apenas ir para o Judiciário. Somos do consenso. Tanto que chamamos a entidade para conversar e temos bons encaminhamentos sendo vislumbrados”, disse.
Ele também pediu compreensão aos funcionários neste período. “A gente pede um pouco de paciência nesse momento, para que possamos continuar juntos. Independente se a responsabilidade é do estado ou da entidade, são trabalhadores de Santa Catarina, pessoas que vestem a camisa do hospital. A gente quer sempre colocar o hospital para cima e garantir o atendimento”, pontuou.
O secretário afirmou que deve visitar Criciúma ainda em março para conversar diretamente com os profissionais da unidade.
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