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Estiagem já afetou mais de 60 mil pessoas no Sul de Santa Catarina

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Carla Giassi/ Comunicação Prefeitura de Forquilhinha

A estiagem continua afetando a região de Criciúma e Araranguá, e 15 municípios ainda estão com situação de emergência decretada. De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Rosinei da Silveira, ainda não é possível calcular os prejuízos da região com a agricultura, mas o número de pessoas afetadas pela seca chega a quase 65 mil. Proporcionalmente, o município mais afetado em número de pessoas foi São João do Sul, onde 3.650 pessoas sofrem a falta de água. Em Turvo, este número chega a 11.854, em Criciúma 2.678 e em Forquilhinha ultrapassa os três mil.

"Cada município faz sua avaliação de prejuízos, e ainda não foi possível coletar dados sobre a economia da região. O problema só será sanado com as futuras safras, uma vez que a safra atual foi completamente perdida", avalia Silveira. Os aviários também estão com problemas, e a região rural dos municípios sofre mais, uma vez que não existe água encanada nestes lugares. "Por conta da falta de chuva, não tem água nas nascentes de rios e poços artesanais. Existem comunidades onde as pessoas estão se mudando para casa de parentes na região urbana até que a água volte", salienta o coordenador.

Os municípios que ainda estão em situação de emergência são: Araranguá, Criciúma, Forquilhinha, Balneário Gaivota, Ermo, Jacinto Machado, Maracajá, Meleiro, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, São João do Sul, Siderópolis, Sombrio, Timbé do Sul e Turvo. Içara teve o decreto revogado no último mês, mas foi o município que mais sofreu economicamente com a estiagem na região de Criciúma.

Silveira ressalta que, de acordo com a Epagri, a partir de quarta-feira o frio voltará a atingir a região Sul. "Teremos bastante chuva neste mês, e esperamos que a estiagem chegue ao fim", espera. A Defesa Civil de Santa Catarina já abasteceu a cidade de Maracajá com 1.825 litros de água potável, e os outros municípios serão contemplados nas próximas semanas. Silveira explica que as prefeituras estão em fase de contratação de mão-de-obra para fazer novos açudes, como forma de trazer água de nascentes para as áreas afetadas. Além disso, novos poços estão sendo escavados, e carros pipas abastecem famílias prejudicadas.

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