Contexto Internacional

EUA autorizam uso emergencial de novo medicamento para combater Covid-19

Depois de posições de autoridades médicas no mundo contra a cloroquina

Por André Abreu29 de abril de 2020 2 min de leitura
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O governo dos Estados Unidos autorizou o uso do medicamento antiviral Remdesivir para tratar pacientes com covid-19 em estado grave, embora a própria fabricante do remédio, a Gilead Sciences, reconheça que ainda não foram comprovadas segurança e eficácia do tratamento.

Trata-se de uma "liberação de emergência" da Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês), agência governamental que aprova o uso de produtos de saúde pública.

Após a aprovação da droga nos Estados Unidos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que vai se reunir nos próximos dias com a Gilead para "verificar o interesse e a viabilidade do fornecimento" do Remdesivir no Brasil.

Na quarta-feira (29), o texto abaixo foi publicado neste espaço. Ele traz o contexto para a liberação da droga pela FDA e demonstra o papel do presidente Trump em decisões emergenciais para o combate do coronavírus.

A antecipação de Contexto Internacional

O diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, afirmou que testes com o antiviral Remdesivir confirmaram que o medicamento possui um efeito "inequívoco" na recuperação de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Segundo Fauci, os testes provam que o Remdesivir é capaz de bloquear o vírus, diminuindo significativamente o tempo de recuperação das pessoas infectadas. O medicamento se tornou o primeiro a demonstrar capacidade de melhorar as condições dos pacientes com covid-19.

O Remdesivir, fabricado pela farmacêutica Gilead, pertence a uma categoria de medicamentos que agem diretamente contra o vírus, impedindo que o patógeno se reproduza, ao contrário de outros que controlam as reações no sistema imunológico.

Nos Estados Unidos, o número de mortes por covid-19 superou a marca de 60 mil nesta semana, segundo dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins.

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