Dado alarmante
Excesso de peso matou 4 milhões de pessoas no mundo em apenas um ano
Aproximadamente 30% da população mundial está acima do peso
Por Rafaela Custódio
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Um estudo feito pela Universidade de Washington aponta a obesidade como uma crise de saúde pública em escala global. A análise dos pesquisadores norte-americanos foi feita com base em relatórios de 35 anos de observação, incluindo quase 200 países. Aproximadamente 30% da população mundial está acima do peso, sendo 600 milhões de adultos e 150 milhões de crianças.
Mesmo aqueles que não estão exatamente no nível considerado de obesidade devem se preocupar: das 4 milhões de mortes atribuídas ao excesso de gordura em 2015, quase 40% ocorreram entre sujeitos com IMC entre 25 e 30, nível considerado como sobrepeso.
O doutor Cid Pitombo, especialista brasileiro no tratamento da obesidade reforça o alerta. "O excesso de peso sobrecarrega joelhos, coluna, coração, pulmão. E essa sobrecarga vai apresentar a conta ao longo da vida, gerando problemas diversos de saúde, podendo inclusive levar à morte", explica Pitombo.
Entre 1980 e 2015, a obesidade cresceu mais entre os adultos jovens, principalmente homens de 25 a 29 anos de países com níveis de renda e de educação mais baixos. No mesmo período, o percentual de crianças e adultos obesos dobrou em 73 países. No Brasil, na faixa de 15 a 19 anos, a obesidade entre homens aumentou de 8% para 25% e entre as mulheres saltou de 11 para 20%. "É fundamental discutir formas de combater a obesidade e promover a alimentação saudável. E isso precisa ser uma política pública adotada urgentemente", destaca Pitombo.
Mudança de hábitos é a melhor prevenção
Desde 2010, quando a equipe do dr. Cid Pitombo criou o Programa de Cirurgia Bariátrica no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Rio de Janeiro mais de 2 mil pacientes foram operados, moradores de todas as regiões do estado do Rio de Janeiro. A média de atendimentos ambulatoriais está sendo mantida em 2.000/mês e a taxa de sucesso é de 99%.
A equipe do Programa é multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. A cirurgia não é o objetivo principal e sim a qualidade de vida e a mudança de hábitos. Mais de quatro mil pacientes estão sendo acompanhados pela equipe do Programa. "É um trabalho de resgate desses pacientes, realizado com muita dedicação e seriedade por toda a equipe. Devolvemos à sociedade o paciente antes obeso que não trabalhava, que tinha vergonha de comprar roupas e que não tinha mais vida afetiva", conta Cid Pitombo.



