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Famílias de alunos fazem protesto em escola por conta de obra paralisada

Cinco anos parada

Ação aconteceu na tarde deste sábado, dia 16, no bairro Vila Esperança

Por Patrick Stüpp16 de setembro de 2023 2 min de leitura
Patrick Stüpp / Portal Engeplus

Os familiares dos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Amaro João Batista estiveram reunidos na frente da escola na tarde deste sábado, dia 16, e fizeram um protesto devido a obra paralisada da unidade de ensino. A ação reuniu cerca de 50 pessoas que fazem parte da comunidade do bairro Vila Esperança.

De acordo com um dos representantes do protesto, Felipe Rocha, com prazo de um ano para entrega, as obras iniciaram há cinco anos, em 2019, e até o momento não foi concluida. Conforme ele, a informação do investimento total para construir a nova escola repassada aos moradores foi de cerca de R$ 2 milhões. A unidade de ensino é a única escola de madeira existente em Criciúma.

“O colégio está praticamente abandonado e cerca de 300 crianças estão sendo prejudicadas por causa dessa situação. Apenas um pequeno pedaço de madeira sobrou para elas estudarem, e agora todas essas crianças precisam ficar amontoadas em um ambiente de cerca de 30 metros quadrados. Então, nos mobilizamos porque precisamos ser ouvidos para conseguirmos uma resposta ou solução”, afirmou.


Unidade de ensino é a única escola de madeira existente em Criciúma (Fotos: Patrick Stüpp/Portal Engeplus)

A cozinheira Brenda Stefani Viriato Brito, é mãe de três crianças que estavam matriculados na escola. Mas, por conta da paralisação das obras, ela decidiu colocar suas crianças para estudar em outro colégio. “As obras estão prejudicando os estudos de todas as crianças. Principalmente, porque temos uma escola na comunidade, e elas precisam se deslocar para outros locais, e muitas vezes, o trajeto atrapalha. Além disso, algumas mães começaram a pagar transporte escolar e outras a levar a criança a pé para outro bairro. Assim, isso atrapalha muito, porque se tivesse tudo pronto, seria uma preocupação menor”, ressaltou.

Continuação do projeto

Segundo o secretário municipal de Educação da Prefeitura de Criciúma, Celito Cardoso, ao projeto já foi refeito e também está com sua precificação definida. "A obra foi paralisada devido um desencontro entre as informações do projeto com a execução da empreiteira. Porém, com os próximos passo do projeto já queremos retormar as obras”, pontuou.

O projeto agora passará por um decisão judicial e, por meio dela, a obra da escola poderá ser reiniciada.

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