Mobilização nacional
Fetrancesc se posiciona e aponta impactos negativos da paralisação dos caminhoneiros
Entidade também respeita à liberdade de expressão e o movimento dos profissionais
Por Patrick Stüpp
3 min de leitura

A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fretrancesc) se manifestou sobre a mobilização nacional que iniciou para a paralisação dos caminhoneiros a partir desta quinta-feira, dia 4. O posicionamento foi informado por meio de uma nota oficial, divulgada na tarde desta quarta-feira, dia 3.
No comunicado, a entidade afirmou que respeita o direito constitucional à liberdade de expressão e à livre manifestação. Também informou que entende o movimento dos caminhoneiros por melhores condições de trabalho, reconhecendo o papel dos profissionais para o desenvolvimento do país e para o funcionamento de toda cadeia logística nacional.
Em contrapartida, a federação, que representa 13 sindicatos de Santa Catarina, também apontou os lados negativos da mobilização. A entidade acredita que a paralisação das atividades - especialmente do setor do transporte rodoviário de cargas - causará impactos significativos à economia, à sociedade e também às próprias empresas do setor.
“Greves e bloqueios podem comprometer o abastecimento, gerar prejuízos irreversíveis e afetar milhões de brasileiros que dependem desse fluxo contínuo para trabalhar, produzir e viver. A Fetrancesc defende que o diálogo permanente, aberto e responsável é sempre o melhor caminho para construir soluções que atendam às reivindicações dos profissionais”, frisou à nota.
Paralisação em Santa Catarina
Embora a mobilização nacional esteja prevista para esta quinta-feira, Jair Ferraz, liderança regional de Araranguá, frisou anteriormente ao Portal Engeplus que não há movimentação para a adesão nos próximos dias em Santa Catarina. A liderança também ressaltou que nos próximos dias a movimentação dos caminhoneiros estará normalizada no Estado.
“Aqui na região o pessoal está quieto. Conversamos com lideranças de Joinville, Itajaí e até Três Cachoeiras (RS) e não há mobilização para isso”, afirmou. De acordo com Ferraz, a paralisação só ocorrerá em Santa Catarina caso a adesão seja em todo território nacional. “Nós estamos aguardando a movimentação que vem de cima, porque se tudo parar não teremos como continuar. Mas é 80% que não vai rolar”, destacou.
Confira abaixo o posicionamento completo da Fetrancesc:
Posicionamento
A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) respeita o direito constitucional à liberdade de expressão e à livre manifestação, fundamental para qualquer democracia forte e saudável. Também entende o movimento dos caminhoneiros por melhores condições de trabalho, reconhecendo o papel essencial dos profissionais para o desenvolvimento do país e para o funcionamento de toda a cadeia logística nacional.
No entanto, a entidade, que representa 13 sindicatos em Santa Catarina, acredita que a paralisação das atividades — especialmente em um setor tão estratégico quanto o transporte rodoviário de cargas — causa impactos significativos à economia, à sociedade e às próprias empresas do setor. Greves e bloqueios podem comprometer o abastecimento, gerar prejuízos irreversíveis e afetar milhões de brasileiros que dependem desse fluxo contínuo para trabalhar, produzir e viver.
A Fetrancesc defende que o diálogo permanente, aberto e responsável é sempre o melhor caminho para construir soluções que atendam às reivindicações dos profissionais.



