Filhote de elefante-marinho que nasceu em praia de Jaguaruna morre dois dias depois
Encontrado sem vida
Mãe está sendo monitorada no local e área segue isolada para proteção do animal marinho

O filhote recém-nascido de elefante-marinho morreu na manhã desta segunda-feira, dia 28. O nascimento foi registrado na manhã do último sábado, dia 26, em uma praia de Jaguaruna. O local está sendo monitorado pelo Setor B do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) e pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BS).
Segundo informações da coordenadora do Setor B do PMP-BP e Museu de Zoologia da Universidade Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc), Morgana Gaidzinski, quando a equipe chegou ao local no início da manhã de hoje, o filhote já foi encontrado sem vida. Ele foi levado para a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), onde será feito a necropsia.
“O filhote foi levado pelo Setor B, nosso setor, para a Udesc, onde será feito a necropsia e somente assim os veterinários saberão a possível causa da morte do animal. O protocolo agora é o acompanhamento da mãe, que está viva e aparentemente bem. Ela já manifesta o interessse em voltar para o oceano”, frisou a coordenadora do PMP-BP.
Acompanhamento e recomendações
Os próximos dias serão de acompanhamento da fêmea de elefante-marinho-do-sul (Mironga Leonina). “Estamos aqui hoje com a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia-Franca, que está nos auxiliando no monitoramento do animal. Vamos continuar até que a fêmea deixa por completo nosso litoral e volte para sua côlonia”, afirmou.
Diante da situação, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reforçou determinadas medidas de orientações para moradores e visitantes, no intuito de respeitarem o isolamento e manterem distância de 50 metros dos animais, evitando aglomerações, som alto e aproximação de cães. Saiba as medidas:
Não se aproxime: são animais selvagens;
Mantenha distância mínima de 50 metros e respeite o isolamento estabelecido pelas equipes;
Não leve cães para perto de animais selvagens;
Evite gritos, aglomerações, som alto, luzes e outras fontes de perturbação;
Não toque, alimente ou tente conduzir os animais de volta ao mar.
Não se aproxime com carros ou motocicletas;
Respeite as orientações das equipes responsáveis pelo monitoramento.
A realização do PMP-BP é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na Bacia de Pelotas. Caso encontre um animal vivo ou morto, o número de acionamento é (58) 48183-8663. Confira abaixo as fotos do local:
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