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Fim da escala 6x1: em alusão ao Dia das Mães, movimento trabalhista ocorre neste sábado em Criciúma

Praça Nereu Ramos

Ação será realizada a partir das 10 horas

Por Laura Brehm06 de maio de 2026 2 min de leitura
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a proximidade do Dia das Mães, mais uma mobilização a favor do fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso) possui data marcada na Praça Nereu Ramos, em Criciúma. A iniciativa ocorrerá neste sábado, dia 9, a partir das 10 horas.

O movimento trabalhista agora ganha um novo olhar: “a extrema necessidade que mulheres têm de trabalhar menos devido ao cansaço”, afirmou o coordenador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) regional do Sul de Santa Catarina, Laercio Silva.

O dia contará com uma apresentação de teatro do grupo Cirandela e momentos de integração entre mães e filhos, conforme o coordenador. Silva ainda destacou a relevância do debate para a população economicamente ativa. “Quem paga a ‘não mudança’ são os próprios trabalhadores, que enfrentam a escala todos os dias”, frisou em entrevista ao Portal Engeplus.

Câmara dos Deputados

O relator da comissão especial na Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), disse que o grupo trabalha para concluir o parecer entre os dias 25 e 26 de maio e levar o texto ao Plenário no dia 27.

Segundo ele, a orientação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é buscar o fim da escala 6x1 sem redução salarial.

A comissão especial foi instalada na semana passada e, nessa terça-feira, dia 5, o relator apresenta seu plano de trabalho. Prates lembrou, contudo, que começou a discutir o tema antes, ainda em 2025.

"Durante o ano passado, presidi a Comissão do Trabalho e pude liderar os trabalhos. Criamos uma subcomissão ligada ao sindicato dos trabalhadores, muito próximo aos sindicatos patronais, tentando achar um ponto de equilíbrio,” destacou. Prates afirmou que o foco da discussão é a qualidade de vida do trabalhador, com atenção especial às mulheres, que, segundo ele, são maioria entre quem trabalha na escala 6x1.

Ainda de acordo com o relator, em torno de 30% da mão de obra do país trabalha nesse regime, com salário médio de R$ 2.600. Já os que trabalham 40 horas em vez de 44 horas semanais têm uma renda média de R$ 6.200.

“O Brasil tem uma das mais altas cargas horárias do mundo, com 44 horas de jornada semanal, e uma das mais baixas produtividades. Não é justo que se coloque a baixa produtividade apenas nas costas dos trabalhadores. Um dos requisitos para produtividade é a qualificação profissional”, declarou o relator.

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