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Medo

"Fiquei a noite inteira acordado monitorando a água", relata morador do bairro Sangão

Água já invadiu ruas, mas não inundou casas

Por Rafaela Custódio

2 min de leitura

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Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

O medo de uma nova inundação no bairro Sangão, em Criciúma, se repete a cada período chuvoso. Na manhã desta quinta-feira, dia 1°, a água do rio Sangão alagou ruas do bairro, mas não inundou casas. A situação provoca angústia nos moradores, que ficam na expectativa de que a chuva cesse e o rio baixe.

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João Carlos Casagrande dos Santos, 41 anos, mora na rua Benevenuto Guidi, atrás do salão da igreja católica. Ele não dormiu durante a madrugada, tudo para não ser pego desprevenido em caso de enchente. "Abri a janela e tinha muita água. Vinha aqui na frente e monitorava, fiz isso quase dez vezes. E na rua inteira foi assim, pois não parou de chover, deu medo. Se a água invadir perde tudo", lamenta

A mãe dele, Salete Casagrande dos Santos, 70 anos, explica que em agosto deste ano, data da ultima enchente, a água atingiu o maior nível visto por ela. A situação gerou prejuízo. "Perdi móveis, máquina de costura, freezer. Já entrou água três vezes na minha casa. Já vi vizinhos perderem tudo, já acolhemos vizinhos também. Teve um que a geladeira e a máquina de lavar estavam boiando dentro de casa", recorda.

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A Defesa Civil este no bairro Sangão e monitora a situação. Segundo o coordenador municipal do órgão, Fred Gomes, a água ultrapassou a margem por volta das 8 horas, mas pelo lado de Criciúma não há famílias desalojadas. "Estamos em contato com as famílias e monitorando constantemente a situação", afirmou em entrevista ao Portal Engeplus.

No lado de Forquilhinha, no bairro Cidade Alta, cinco famílias estão desalojadas.

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