Poucos alunos
'Fizeram das academias um bicho de sete cabeças', afirma empresário do setor
Mesmo com as portas abertas, estabelecimentos ainda sentem o impacto do isolamento social
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Depois do fechamento das academias por conta da pandemia do novo coronavírus, o setor foi autorizado a reabrir as portas no dia 22 de abril. Quase um mês após a retomada das atividades, empresários ainda sentem os impactos da quarentena. Poucos alunos estão indo treinar e boa parte daqueles que pararam de frequentar as academias estão cancelando seus pacotes.
Fabiano Winiarski é proprietário de uma academia em Criciúma. Foi o representante dos empresários do setor nas reuniões que debateram a autorização da prática de atividades físicas em Criciúma e, falando pela classe, afirma que as academias estão trabalhando com apenas 30% dos seus clientes.
“Fizeram das academias um bicho de sete cabeças. O discurso feito para o fechamento colocou as academias como um local desfavorável para a prática das atividades físicas, afastaram as pessoas. É o contrário. Nós promovemos saúde, reabilitamos pessoas”, reclamou Winiarski.
Ele garante que as medidas sanitárias definidas na portaria que liberou a abertura das academias estão sendo tomadas pelos empresários. Por outro lado, criticou a diferença de regramentos estabelecidos para o setor em relação às demais atividades que tiveram a liberação para funcionamento.
“Na academia não pode celular, não pode usar o ar-condicionado. Nos bancos pode, nos supermercados também. Então há uma disparidade muito grande e estamos sendo prejudicados. Além do discurso que foi feito colocaram para nós regras rígidas e, mesmo assim, estamos cumprindo. Queremos conscientizar as pessoas que a academia é sim um local seguro. Tem álcool por toda a parte, os equipamentos são constantemente higienizados, nossos profissionais estão treinados para cumprir as regras”, acrescentou Winiarski



