Vídeos
Foragido do RS: criminoso que filmava torturas e participava de sequestros é preso no Sul catarinense
Homem integrava quadrilha que mantinha vítimas em cativeiro mediante ameaças

3 min de leitura

Um membro de uma organização criminosa de Caxias do Sul (RS), especializada em sequestros, extorsões e torturas, foi preso em Imbituba na manhã desta quinta-feira, dia 27. A ação foi deflagrada pela Delegacia de Capturas (Decap) e pela Delegacia de Roubos e Antissequestro (Dras), durante a 'Operação Omertà'. No total, cinco pessoas foram detidas desde o início das diligências.
Segundo a Polícia Civil (PC), o investigado foi capturado após uma troca de informações realizada entre a delegacia gaúcha e catarinense. O homem havia fugido para Santa Catarina após ser identificado como um dos principais integrantes da quadrilha. Ele era responsável por auxiliar na logística dos sequestros e ajudar em filmagens das sessões de tortura impostas às vítimas.
Conforme a PC, as investigações apontam que o grupo criminoso atuava na cobrança violenta de dívidas que vão desde débitos ligados ao tráfico de drogas até empréstimos com agiotas. Os contratantes terceirizavam o serviço de cobrança, contratando torturadores que mantinham as vítimas em cativeiro e as submetiam a agressões extremas.
De acordo com a PC, o avanço da apuração começou após a prisão do primeiro suspeito, em Caxias do Sul. No celular dele, os policiais encontraram vídeos nos quais ele aparecia ameaçando e agredindo vítimas entre maio e agosto deste ano.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram apreendidos celulares, entorpecentes, máquinas de choque, um pé de cabra, um bastão e roupas idênticas às usadas nos registros, o que, segundo a PC, reforça a brutalidade do modus operandi.
Segundo os policiais, o homem capturado em Imbituba foi apontado como o segundo envolvido. O terceiro investigado foi preso no bairro Bela Vista, em Caxias do Sul, e é apontado como o contratante do torturador. Além disso, é suspeito de ordenar agressões a uma vítima do bairro Lurdes, em maio.
Conforme a PC, o quarto preso, responsável por cobrar dívidas com extrema violência, foi detido no bairro Desvio Rizzo. Em um dos episódios, ele invadiu a casa de uma vítima, a colocou de joelhos na frente das filhas e gravou um vídeo segurando uma arma, exigindo um pagamento.
De acordo com a PC, o último homem teve a prisão preventiva decretada após a consolidação de provas que confirmaram a participação direta dele com os casos de tortura.
Todos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição do Judiciário. O inquérito policial será concluído dentro do prazo legal, com todo o material probatório remetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
O nome da operação, ‘Omertà’, faz referência ao código de silêncio associado às organizações mafiosas italianas, uma regra de não colaboração com autoridades, mantida por lealdade ou medo. A escolha simboliza o caráter clandestino, o método violento e o silêncio imposto pelo grupo criminoso investigado.



