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“Governador, você tem que valorizar os professores e respeitar os alunos”, desabafa estudante durante protesto

Atualização de matéria 11h17min / Alunos fazem manifestações contra o novo modelo de educação estabelecido pelo Governo do Estado, que pretende acomodar, em média, 40 alunos por sala de aula

Por Redação Engeplus

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Atualização de matéria 11h17min / Estudantes do Centro de Educação Profissional Cedup Abílio Paulo, localizado no bairro Universitário, em Criciúma, estiveram reunidos na frente do colégio em protesto com o novo modelo de educação estabelecido pelo Governo do Estado. A nova determinação diz que até a próxima sexta-feira as salas de aula da rede estadual devem conter, em média, 40 alunos. Assim, séries compostas por três turmas vão passar a ter duas. Na manhã desta terça-feira, outras escolas fizeram atos paralelos.

A estudante Thayllã Melo, de 17 anos, define a determinação do Estado como absurda. “A educação já não é boa, ainda aumentam o número de alunos por sala, fica pior ainda. Não é assim que ele vai melhorar a educação”, ressalta. “Governador, você tem que valorizar os professores e respeitar os estudantes”, desabafa.

A manifestação partiu dos próprios alunos, que não entraram nas salas de aula nas primeiras horas desta terça-feira. Com apitos, cartazes, faixas e perucas, mais de 200 alunos interromperam o trânsito e mostraram sua revolta contra o novo modelo de educação. “Ele trata os estudantes com indiferença. Todos merecem os mesmos direitos e temos que lutar por melhores condições”, afirma a estudante Jéssica Goulart, de 17 anos.

De acordo com o diretor da escola, Francisco José Soares, apenas uma sala será extinta na unidade de ensino. “A escola não será muito afetada, mas os professores sim, pois muitos que lecionam aqui atuam em outras escolas e serão prejudicados. Em decorrência disso, os professores pediram nosso apoio”, comenta o diretor.

No bairro Comerciário, estudantes do colégio Sebastião Toledo dos Santos, o Colegião, e alunos do Escola Estadual Básica Joaquim Ramos, do bairro Michel, se reuniram nas imediações do estádio Heriberto Hülse e também demonstraram o descontentamento com a educação. Na noite dessa segunda-feira, internautas se mobilizaram com o propósito de mostrar sua opinião contra as medidas adotadas pelo Governo do Estado em relação à educação. A hastag #ForaColombo se tornou, em poucas horas, a tag mais utilizada na rede social Twitter em nível nacional.

Conforme o gerente regional de educação, Luiz Rodolfo Michels, o que é realizado é o cumprimento da lei. “Se temos salas com 15 alunos é necessário que essas salas se juntem e formem apenas uma. Vamos otimizar recursos, pagando por uma sala de aula em vez de duas, sendo uma desnecessária”, ressalta. Ainda conforme o gerente, não serão colocados mais alunos do que uma sala de aula pode comportar. As divisões são realizadas através de uma metragem.
Em relação aos protestos, os diretores das unidades escolares serão advertidos. Já em relação aos alunos fora das escolas a responsabilidade, caso algo venha acontecer com o estudante, é de quem os liberou.

Vídeo: Giácomo Bolan

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