Gravidade de doenças respiratórias alerta para necessidade de mais leitos de UTI em Criciúma
Saúde
Assunto foi esclarecido na Câmara de Vereadores, nesta segunda-feira, dia 26

Mesmo sendo de responsabilidade do Governo Estadual, o secretário de Saúde de Criciúma Acélio Casagrande explanou na noite desta segunda-feira, dia 26, na Câmara de Vereadores de Criciúma, sobre a preocupação que o Governo Municipal tem sobre a necessidade de ampliar mais leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tanto neonatal quanto pediátrica, diante da gravidade das doenças respiratórias.
Segundo o secretário, há alguns anos a necessidade de leitos de UTI pediátrica quase não existia, diferente do momento atual.“Está diferente este ano, as doenças respiratórias estão vindo com mais gravidade”, pontuou. No Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) estão sendo reformados sete leitos de UTI neonatal, e com isso, serão disponibilizados ao todo 20 UTIs neonatais e 10 leitos pediátricos.

Crédito da foto: Haudrey Mafiolete/Câmara Criciúma
“Num determinado domingo, a secretária de Estado da Saúde Carmen Zanotto veio até Criciúma e durante o dia todo ficamos discutindo dentro do Hospital Santa Catarina como ampliar leitos. O que é mais rápido é a reforma desses sete leitos que já está acontecendo”, afirmou o secretário.
Dada a proximidade do inverno, o vereador Zairo Casagrande, comentou que fez uma visita a um hospital particular da cidade e se deparou com uma grande quantidade de crianças doentes e a inexistência de UTIs para o atendimento.
Município sugeriu, mas não teve êxito
O secretário Acélio Casagrande disse ainda que o Município de Criciúma ofereceu ao Estado uma condição de fazer a triagem pediátrica no Santa Bárbara, que é uma unidade nova e o Estado abrir mais dez leitos de pediatria no Santa Catarina, mas a sugestão não avançou. “Não sei por quais razões", disse.
Sistema novo aumentará cobertura vacinal
Visando ampliar a busca ativa e o monitoramento de crianças na vacinação, Criciúma está implantando um novo sistema. “Uma espécie de alarme. A criança não foi fazer a vacina, o sistema vai avisar”, comentou.
Segundo o secretário, a realidade hoje é que há vacinas e a busca ativa é realizada, entretanto o problema das fake news reflete negativamente quando o assunto é vacinar. “Isso acabou tirando do Brasil aquilo que ele sempre foi como referência e aos poucos isso vai ser recuperado, e as pessoas vão entender o quanto é importante a vacina”, ressaltou.



