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Grupo de pais espalha cartazes no Lapagesse em apoio aos professores da Afasc

Criciúma

Apesar da suspensão da greve, eles estiveram no CEI na manhã desta sexta-feira

Por Rafaela Custódio08 de maio de 2026 5 min de leitura
Rafaela Custódio/Portal Engeplus

Matéria atualizada às 16h30 - O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steeresc) suspendeu o início da greve dos professores da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), prevista para começar nesta sexta-feira, dia 8.

Apesar da decisão, um grupo de pais esteve em frente ao Centro de Educação Infantil (CEI) Professor Lapagesse e colou cartazes em apoio ao movimento dos professores. “Os pais têm a intenção de participar da assembleia que será realizada na noite de hoje. Os pais já tinham organizado suas rotinas porque haveria greve e, de repente, surgiu um aviso nas redes sociais informando que não teria mais. Hoje era para ter a greve, sim. Vamos continuar acompanhando e apoiando os professores”, afirmou Estefani Lopes Pizzolo, mãe de um aluno da Afasc.

A Afasc informou ao Portal Engeplus, na tarde desta sexta-feira, dia 8, por volta das 16h25, que 17 professores não compareceram ao trabalho nesta sexta. Segundo o sindicato, mais de 650 profissionais aderiram ao estado de greve. A adesão significa concordância com a paralisação, mas não necessariamente ausência no trabalho. A mobilização da manhã estava prevista para ocorrer em frente ao CEI Afasc Pequeno Polegar, no bairro Pio Corrêa, e no CEI Professor Lapagesse, localizado na região central de Criciúma. Um grupo de pais também demonstrou interesse em apoiar a causa.

Entenda a greve

O motivo da paralisação é referente ao reajuste salarial dos professores. Há um impasse nas negociações, pois o Governo Federal estabeleceu o piso nacional do magistério em R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais, valor que não é pago aos professores da Afasc. Atualmente, os profissionais da instituição de ensino recebem R$ 3.133,62 para a mesma categoria.

A Afasc apresentou, num primeiro momento, uma proposta de 3,3%, corrigindo o salário, sem ganho real. Dias depois, chamaram o sindicato novamente e apresentaram mais 2%, o que não foi aceito em assembleia pelos professores.

O advogado da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), Alexandre Barcelos João, afirmou, que, se a instituição der 2% de aumento, valor proposto no início das negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC), a instituição terá um déficit de R$ 400 mil ao fim de 2026.

“Esse déficit foi um esforço realizado pela direção. Dizendo assim, se tiver que bancar o mesmo aumento real do ano passado, ou se tiver que bancar, neste ano, os 2%, se nós dermos 2% de aumento, no final do ano, vai faltar R$ 400 mil. Então, teria o resto deste mês e ver qual é a mágica que se consegue fazer”, ressaltou em entrevista coletiva.

O que diz a Afasc?

A Afasc informou que os serviços na educação infantil seguem mantidos normalmente em Criciúma, garantindo o atendimento de quase 6 mil crianças e às famílias do trabalho da instituição. Veja abaixo o comunicado completo:

AFASC | NOTA OFICIAL

A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) informa que os serviços na educação infantil seguem mantidos normalmente em Criciúma, garantindo o atendimento às quase 6 mil crianças e às famílias que dependem diariamente do trabalho da instituição.

A AFASC reafirma que a valorização dos seus profissionais vem avançando de forma gradual, técnica e responsável. Em 2025 e 2026, a instituição apresentou propostas de reajuste com ganho real, acima da inflação, pela primeira vez em décadas.

A instituição segue aberta ao diálogo e mantém seu compromisso com os profissionais, com as famílias e com a qualidade dos serviços prestados.

Criciúma, 07 de maio de 2026.

A Direção

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