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Paralisação

Grupo de pais se mobiliza para apoiar greve dos professores da Afasc em Criciúma

Paralisação está marcada para esta sexta-feira, dia 8

Por Rafaela Custódio

4 min de leitura

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Foto: Divulgação/Ilustrativa

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steeresc) e a direção da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) não chegaram a um acordo referente ao reajuste salarial dos professores. Com isso, os profissionais paralisarão as atividades a partir desta sexta-feira, dia 8. Mais de 650 profissionais aderiram à paralisação, o que representa cerca de 70% da categoria.

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A paralisação contará com o apoio de um grupo de pais. “O ato será junto das professoras para prestarmos nosso apoio. Estaremos vestidos de branco, pacificamente, fazendo o que deve ser feito. Mas levantamos outras hipóteses caso não seja resolvido, como abaixo-assinado”, explicou Estefani Lopes Pizzolo, mãe de um aluno da Afasc. A concentração dos professores acontecerá nos Centros de Educação Infantil (CEIs) Professor Lapagesse e Pequeno Polegar.

Há um impasse nas negociações, pois o Governo Federal estabeleceu o piso nacional do magistério em R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais, valor que não é pago aos professores da Afasc. Atualmente, os profissionais recebem R$ 3.133,62 para a mesma carga horária.

“Todas as manhãs, quando vamos entregar nossos filhos, observamos muitas coisas que a direção da instituição acha que não notamos: professoras sozinhas, salas lotadas, crianças com transtorno sem apoio. O que elas podem fazer? Com quem contar? Conosco, os pais. Estamos ao lado delas em apoio à greve”, ressaltou.

Conforme Estefani, o grupo de pais já conta com 400 pessoas. “A todo momento esse número aumenta. Éramos 50 inicialmente. Começamos a nos manifestar semana passada e, a todo instante, está aumentando o número de pais em apoio. Muitos pais estão entrando no grupo, se manifestando e apoiando”, afirmou.

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Direção da Afasc se manifesta

O advogado da Afasc, Alexandre Barcelos João, afirmou que, se a instituição der 2% de aumento, valor proposto no início das negociações com o Steeresc, a instituição terá um déficit de R$ 400 mil ao fim de 2026.

“Esse déficit foi um esforço realizado pela direção. Dizendo assim: se tiver que bancar o mesmo aumento real do ano passado, ou se tiver que bancar, neste ano, os 2%, se nós dermos 2% de aumento, no final do ano, vai faltar R$ 400 mil. Então, teria o resto deste mês e ver qual é a mágica que se consegue fazer”, ressaltou em entrevista coletiva.

Segundo o advogado, internamente acreditava-se que era possível resolver a situação financeira. “A antiga diretora, que acabou, em razão dessa pressão, achando que o ambiente não estava bom para ela implementar o trabalho que vinha desenvolvendo, até tinha uma ideia de que isso era possível ser absorvido com campanhas comunitárias, buscando outras fontes de receita, para que a gente pudesse ter a solução desse problema por agora. Mas a categoria não aceitou”, pontuou.

O responsável pelas negociações destacou que propôs ao sindicato que assuma o lugar da Afasc e analise o caixa da instituição. “Se a questão é de direito, nós podemos propor o seguinte: vocês tomam o nosso lugar, tendo acesso a todos os números que entenderem necessários e relevantes, a todos os centros de custos, para que possam eliminar ou modificar despesas, e digam o seguinte: temos 1%, 2%, 3%, 10% ou 50% sobrando aqui, e que isso pode servir para custear o pleito que eles estão fazendo. De tanta segurança que nós temos da inexistência desse dinheiro. Qual é a nossa condição para essa circunstância? Suspendam o início da greve”, frisou.

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