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Há 5 anos, a segunda estrela na camisa do Tigre
Por Redação Engeplus
4 min de leitura
Em um momento de incertezas, preocupações, projeções sem muita empolgação para 2008, o Criciúma pode parar nesta sexta-feira e relembrar um grande momento da sua história. Há exatos 5 anos, em 7 de dezembro de 2002, o Tigre goleava o Fortaleza por 4 a 1 no estádio Heriberto Hülse e sagrava-se campeão brasileiro da Série B.
Disciplina e organização marcavam aquele time. Foram vinte vitórias, três empates, oito derrotas e uma trajetória invejável. Para não esquecer da equipe que levantou a taça: Fabiano; Paulo Baier, Cametá, Luciano e Luciano Almeida (Sandro); Cléber Gaúcho, Cléber (Edinho), Juca e Dejair; Delmer e Anderson Lobão (Tico)...
Édson Gaúcho
Ele era o técnico deste Criciúma campeão. Hoje no Juventude, Édson quer se munir de armas que aqui estão para enfrentar o Tigre e outros 19 na Série B do ano que vem. Convidou o Antônio Benatti para supervisionar o futebol por lá. Mesmo tentado pela bela Caxias do Sul, pela boa estrutura do Juventude, Rakette optou por Criciúma. Menos mal.
Quem deve ficar
É quem trabalha. E o Rakette tem uma atuação importantíssima nos bastidores. Contém as vaidades de alguns, sabe lidar com os boleiros, sabe transitar como poucos por aqueles corredores sinuosos da prática do dia-a-dia do futebol do Tigre. Se não fosse ele, costurando daqui e dali, possivelmente outros problemas mais graves teriam vindo à tona.
Até Adriano é mais um a lamentar...
Primeiro foi o Cláudio Luiz, depois foi o Maurício. Agora, o Adriano. Os jogadores vêm a público aos poucos dizer que a grande guinada negativa da temporada foi a saída do técnico Gelson da Silva. Adriano chega a dizer que havia união com o Gelson, e que depois da saída dele o grupo se desuniu. É consenso que os problemas começaram com a fritura do treinador...
A fritura do Gélson no Arruda
A emblemática imposição da escalação do zagueiro Filipe contra o Santa Cruz, lá no primeiro turno, ainda mexe com o Gelson. Nesta semana, em entrevista em Florianópolis, o ex-treinador do Tigre disse que foi pressionado a colocar o Filipe no time e que os problemas extra-campo já estavam freqüentes demais. Mas disse isso tudo de uma forma ponderada e equilibrada.
Eleição, oposição
Não há mais consenso no Criciúma. Se já não havia, os questionadores não se uniam. Agora demonstram um pouco mais de união. A existência de um grupo de oposição oxigena o clube, democratiza relações e faz os detentores do poder sentirem-se cobrados, algo fundamental para manutenção da empolgação, do trabalho, do cumprimento de metas...
Ex-jogador na chapa
Prova de que a situação sentiu a presença de um grupo contrário, por menos chances que ela tenha na eleição do Conselho, é a inclusão recente de alguns nomes na chapa. Para quem entende da vida do Criciúma, a escalação de figuras de destaque como Vanderlei Mior na chapa de Anselmo Freitas é uma tentativa de bloquear qualquer chance de crescimento de uma oposição.
Um conceito errado
Com a complexidade das relações de um clube de futebol, ter vida política nele é mais do que saudável, é necessário e absolutamente indispensável. Em Criciúma, instituiu-se um conceito errado, de que não deve haver vida política no Tigre. Errado. O próximo passo é incluir os sócios patrimoniais no processo. É o que se espera da reforma estatutária que vem aí.
O trator...
Correu pela cidade o comentário de que a quebra do trator que iniciaria as obras do gramado do Heriberto Hülse é prova da má fase do Criciúma. Pelo contrário. Só houve quebra do trator porque havia trator, havia obra, havia (e há) investimento no patrimônio do clube. O gramado novo não vai ganhar jogo, mas vai ajudar o time a tocar melhor a bola. E quem sabe ganhar.
Enquanto isso...
O Fantick já está caminhando. Poderá jogar em breve?...
Criciúma faz bem em trocar o gramado antes da Série B...
Só o Marcelo Rosa até agora... É hora de contratar...
É o mal de uma eleição na entressafra. Tira o foco do futebol...
Eleição? Poderia estar empolgando mais essa disputa...
Até a próxima!



