Há quatro dias com desabastecimento, moradores relatam falta de água para banho e para beber
Casos críticos
Casan usa estratégia de fornecimento intermitente e caminhões pipa para atender bairros

Há quatro dias com o abastecimento de água prejudicado por conta do rompimento de uma adutora, moradores começam a relatar situações críticas. Os municípios afetados são Criciúma, Nova Veneza, Siderópolis, Morro da Fumaça, Içara e Maracajá e em alguns bairros não há água para banho e nem para beber. O problema se estende desde a última quinta-feira, dia 26, e ainda persiste neste domingo, dia 29.
Rosimari de Stefani Madeira é moradora do bairro Metropol, em Criciúma. Ela conta que a sua casa estava sem receber água desde quinta-feira. Na manhã deste domingo, o fornecimento retomou, mas durou pouco tempo, apenas cinco minutos.
"A água deu só para fazer o almoço. Estamos sem água até para tomar. Tenho filho pequeno, de 9 anos, e minha nora está grávida de oito meses. Já começamos a ficar com sede. Está difícil”, relatou.
Já Ramires Machado, morador do bairro Jardim Montevidéu, disse que na sua casa não chegou água desde quinta-feira. “Estamos quatro dias sem água. A água da caixa já acabou. Minha mãe é acamada e precisamos de água urgente para os cuidados dela e nosso”, reclamou.
Fornecimento intermitente e caminhões pipa
A adutora que rompeu na quinta-feira já foi consertada. Desde então o sistema vem sendo reabastecido. A previsão é de que a normalização ocorra entre a noite deste domingo e manhã de segunda-feira. “Como houve um consumo repreendido neste período de falta, a demanda está ainda maior que a oferta de água”, explicou o superintendente da região Sul/Serra da Casan, Matheus Ibagy Pacheco.
Ele confirma que, em alguns bairros, o reabastecimento está ocorrendo de forma intermitente, ou seja, retorna e para novamente depois. “O abastecimento hoje será intermitente de forma a garantir que, pelo menos, todos tenham fornecimento durante um horário do dia para enchimento de suas caixas de água. Estima-se que nesta madrugada (de segunda-feira) o sistema de normalize”, acrescentou o superintendente.

Outra estratégia que vem sendo utilizada pela Casan é a utilização de caminhões pipas. “Estamos atendendo os reservatórios mais distantes no momento para mitigar a falta de água. Os principais em Criciúma são a Estação de Tratamento de Água e os reservatórios dos bairros Operária Nova, Próspera, Lote 6, Comerciário, Quarta Linha, São Marcos, Laranjinha, Jardim Montevidéu, Mina do Mato e outros. O mesmo ocorre nos outros municípios da região”, afirmou Pacheco.
Unidades de atendimento de saúde
Outra preocupação é com a falta de água em unidades de atendimento de saúde. Em Criciúma, hospitals e Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAs) também estão recebendo reabastecimento com caminhões pipa.
“Está faltando água em todas as partes da cidade, mas o local onde não pode faltar água são nos hospitais. Os caminhões pipa estão abastecendo e estamos em contato direto com a Casan”, comentou o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, em um vídeo publicado em sua rede social.
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