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HMISC desbloqueia leitos de UTI neonatal e permite novas admissões em Criciúma

Portas abertas

Local estava bloqueado após a identificação de uma bactéria nos pacientes

Por Patrick Stüpp14 de maio de 2026 2 min de leitura
Jessica Rosso Crepaldi/Arquivo/Portal Engeplus

O Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC) desbloqueou os leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal para novas admissões, em Criciúma. A decisão de bloqueio foi tomada após serem identificados em pacientes casos de colonização por bactéria multirresistente do tipo KPC. O encerramento da medida temporária foi comunicado pela unidade hospitalar na tarde desta quinta-feira, dia 14.

Conforme o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), um ofício encaminhado à Gerência Regional da Secretaria de Estado da Saúde confirmou o encerramento das medidas temporárias de bloqueio parcial adotadas. Porém, todas as medidas preventivas e de vigilância epidemiológica já estabelecidas seguirão sendo mantidas.

O documento encaminhado foi assinado pelo diretor-técnico Matheus Bett Netto e pela infectologista Mônica Junkes Antero. O texto informou que, após a adoção das medidas, foram realizados novos exames de vigilância microbiológica nos pacientes, sendo que todos os novos resultados obtidos apresentaram-se negativos para novos casos de colonização. Também não foram identificados novos casos relacionados ao cenário monitorado e não houve evidências de transmissão dentro da UTI.

Local já pode receber novas admissões em Criciúma. (Foto: HMISC/Arquivo/Divulgação)

Cenário de controle

Ainda, de acordo com o Ideas, o cenário atual demonstra controle da disseminação, permitindo segurança técnica e assistencial para retomada integral das admissões. O cenário foi identificado após uma avaliação técnica conjunta realizada entre a direção técnica, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), a médica infectologista responsável e a coordenação da UTI neonatal.

Embora haja o cenário de controle, ainda serão mantidos uma manutenção rigorosa das precauções de contato, reforço das práticas de higiene e orientações contínuas para prevenção e disseminação de microrganismos multirresistentes. “A presente decisão possui caráter técnico-assistencial, fundamentada na segurança do paciente, responsabilidade sanitária institucional e manutenção da qualidade assistencial prestada aos recém-nascidos atendidos nesta unidade hospitalar”, ressaltou o documento.

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