Imbituba
Homem é condenado a mais de dez anos de prisão por tentar matar policial militar atropelado
Crime ocorreu na BR-101, em Imbituba; policial sofreu duas fraturas
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Um homem foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão em sessão do Tribunal do Júri na última terça-feira, dia 22. O réu foi considerado culpado pelos crimes de tentativa de homicídio duplamente qualificado e corrupção de menores. As teses defendidas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), representado pela Promotora de Justiça Fernanda de Ávila Moukarzel, foram acatadas na íntegra pelos jurados.
O condenado juntamente com dois adolescentes, tentou matar a vítima e só não consumou o homicídio por circunstâncias alheias à sua vontade. Ele foi responsável pelo atropelamento do policial militar Alberto Rodrigues Neto em 29 de novembro de 2020, por volta das 21 horas, na BR-101, em Imbituba.
Naquela noite, a Polícia Militar, em uma guarnição de que a vítima fazia parte, após ter conhecimento de que um veículo com registro de roubo estava sendo conduzido no sentido Norte-Sul da rodovia, montou uma barreira com uma viatura policial. Diferentemente dos demais motoristas que estavam na via, a condenado, com os faróis do veículo desligados, direcionou o carro para o policial, acelerou ainda mais o automóvel e o atropelou, causando-lhe fraturas na bacia e no joelho.
"A condenação foi uma grande demonstração de justiça. É importante perceber que policiais militares saem de suas casas para proteger pessoas que não conhecem, à custa de suas próprias vidas. No caso, por pouco, o filho do soldado Alberto não conhece o pai, que estava trabalhando para proteger a comunidade imbitubense", comentou a promotora de Justiça.
O réu foi condenado por homicídio tentado duplamente qualificado: praticado com a intenção de assegurar a impunidade e a vantagem de outro crime e contra um agente de segurança pública. O condenado e os adolescentes retornavam de Florianópolis com um veículo tomado por eles em um bar de Imbituba. O réu também foi condenado por corrupção de menores, já que praticou o crime acompanhado de dois adolescentes.
Colaboração: MPSC



