Educação

IA nas escolas: tecnologia ganha espaço entre estudantes e exige adaptação de professores em Criciúma

Aprendizado em foco

Secretaria de Educação orienta educadores sobre o uso das ferramentas nas salas de aula

Por João Gabriel da Rocha11 de agosto de 2026 2 min de leitura
Ilustrativa | IA

O uso da Inteligência Artificial (IA) tem crescido em todo o Brasil e já faz parte da rotina de diversos estudantes. Em Criciúma, a tecnologia é vista como uma ferramenta de apoio ao aprendizado, mas exige atenção dos professores na avaliação de trabalhos e atividades entregues pelos alunos.

De acordo com um levantamento do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic) realizado em 2025, sete em cada dez estudantes brasileiros do Ensino Médio recorrem a plataformas de IA, como ChatGPT e Gemini AI, para pesquisas escolares. Já nos anos finais do Ensino Fundamental, em média, quatro em cada dez alunos utilizam esse tipo de sistema.

A secretária de Educação de Criciúma, Geovana Benedet Zanette, destacou que o uso dessas ferramentas não deve ser proibido, e sim trabalhado pedagogicamente dentro das escolas. “Quando há indícios de que um trabalho foi feito por IA, o professor pode pedir que o estudante explique o conteúdo, aprofunde a atividade ou faça uma produção em sala. O importante é verificar se houve aprendizagem e reforçar que a IA deve apoiar o aluno, não substituir seu próprio trabalho”, explicou ao Portal Engeplus.

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Secretaria de Educação orienta estudantes sobre o uso da IA nas salas de aula.(Foto: Arquivo | Decom)

Pensamento crítico e capacitação nas instituições

Entre os principais desafios, está a preparação dos estudantes para o uso responsável das IAs, preservando a autoria dos trabalhos e o desenvolvimento de pensamento crítico. “A escola precisa ensinar os alunos a utilizar essas ferramentas sem substituir o processo de pesquisar e construir conhecimento”, frisou.

Conforme a secretária, o Centro de Formação já oferece cursos voltados ao letramento digital crítico e uso da IA no dia a dia dos professores, além de palestras sobre cultura digital. “A IA pode auxiliar no planejamento das aulas, na criação e adaptação de atividades e na organização de conteúdos. É uma ferramenta de apoio”, reforçou.

Para setembro, está prevista a realização de uma capacitação específica de IA aos processores da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Queremos formar estudantes capazes de utilizar essas tecnologias com responsabilidade, ética e criatividade”, finalizou Geovana.

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