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Içaraprev: prefeita afirma nunca ter feito investimentos em bancos que não fossem tradicionais

Içara

Dalvania Cardoso reforça que aplicações foram realizadas em 2017 e 2018

Por Fabrício Júnior03 de junho de 2026 3 min de leitura
Rovena Rosa/Agência Brasil

A prefeita de Içara, Dalvania Cardoso, publicou um vídeo em seu story do Instagram nessa terça-feira, dia 2, falando sobre as irregularidades nos investimentos realizados pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Içara (Içaraprev) em fundo imobiliário estruturado com participação de empresas ligadas à corretora Planner e ao Banco Máxima, posteriormente transformado em Banco Master S.A. A gestora afirmou que em seu período à frente da prefeitura jamais investiu em bascos que não fossem tradicionais e lembrou que as aplicados irregulares foram feitas nos anos de 2017 e 2018.

“Nunca foi feito nenhum investimento que não tenha sido em bancos tradicionais, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, enfim. Os investimentos apontados pelo Tribunal de Contas foram feitos nos anos de 2017 e 2018. Então, não adianta, minha gente, mal-intencionados, petezada, vermelhada, querer me envolver na história, porque não tem, e o que não é, não pega”, destacou.

Os servidores responsáveis e a empresa de consultoria de investimentos deverão ressarcir R$ 2.395.148 aos cofres públicos. A decisão da Primeira Câmara foi tomada na sessão virtual concluída em 29 de maio de 2026. O processo tramitou sob a relatoria do conselheiro Aderson Flores. A instrução técnica ficou a cargo da Diretoria de Contas de Gestão (DGE).

O débito imputado aos responsáveis corresponde ao prejuízo apurado em Tomada de Contas Especial instaurada em 2021 para examinar a aplicação, no período de 2017 e 2018, de R$ 3,3 milhões no Brazilian Graveyard & Death Care Services Fundo de Investimento Imobiliário (CARE11) - fundo listado na B3 com carteira concentrada no setor de cemitérios e serviços funerários.

O ex-prefeito de Içara, Murialdo Canto Gastaldon, se pronunciou por meio de nota. Confira:

O investimento que hoje está sendo questionado foi realizado em um período em que o Fundo era considerado elegível pelas normas vigentes. Naquela época, inclusive, o Banco Master sequer existia.

Outro aspecto relevante é que a presidência do IÇARAPREV permaneceu a mesma após a mudança de governo. O mesmo dirigente responsável pela condução da autarquia durante a minha gestão continuou à frente do Instituto na administração seguinte.

Faço, por justiça, questão de destacar um ponto importante: uma perda financeira decorrente de um investimento não significa, por si só, desvio de recursos ou má-fé de quem tomou a decisão. Investimentos envolvem riscos e, justamente por isso, existem regras, órgãos de controle, consultorias especializadas e instâncias técnicas responsáveis por avaliar cada caso.

Tenho respeito pelo trabalho dos órgãos de controle e plena confiança de que todos os fatos serão analisados.

Da mesma forma também, por conhecer a seriedade e a dedicação das pessoas que atuaram e atuam no IÇARAPREV, manifesto meu respeito à diretoria e aos servidores que trabalham em defesa do patrimônio previdenciário dos servidores municipais.

A verdade dos fatos deve prevalecer acima de interpretações apressadas e disputas políticas.


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