Impasse nas negociações pode levar trabalhadores da saúde à greve em cidades do Sul de SC
Greve
Assunto será discutido em assembleias nesta quarta e quinta-feira, dias 20 e 21

Trabalhadores da saúde de Criciúma e região podem entrar em greve nos próximos dias. Profissionais das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Criciúma, além de funcionários do Hospital Regional de Araranguá, Hospital Dom Joaquim de Sombrio e Hospital São Marcos de Nova Veneza, irão discutir a possibilidade de paralisação em assembleias realizadas nesta quarta e quinta-feira, dias 20 e 21, às 7 e 13 horas. A categoria reivindica reajustes no piso salarial e no vale-alimentação. Segundo o Sindisaúde, as negociações com o Instituto Maria Schmitt (Imas) estão em andamento desde janeiro de 2026.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cléber Ricardo da Silva Cândido, a reivindicação dos trabalhadores é conseguir um aumento de 10% no piso salarial e 25% no vale-alimentação. Contudo, o presidente afirmou que a proposta não foi atendida pelo Instituto Maria Schmitt (Imas), que faz à gestão das unidades.
“O Imas fez uma proposta de 4% de reajuste no salário e 9% no vale-alimentação, mas a categoria não aceitou. Porém, o Imas manteve a proposta. De modo geral, a negociação deste ano não teve avanços e a greve pode ser aprovada nesta quarta ou quinta-feira. Em caso de aprovação, os serviços serão paralisados a partir da próxima terça-feira, dia 26”, frisou.
“A nossa data base para definição do reajuste era março. Porém, já estamos no mês de maio e ainda não fechamos uma negociação. Mas estamos tentando todas as possibilidades com o Imas. Em últimos casos, será definido pela paralisação, onde os trabalhadores é que decidirão”, pontuou. Caso a paralisação seja aderida, Cândido ressaltou que os serviços serão limitados a urgências e emergências.
O que diz o Imas?
O Portal Engeplus também entrou em contato na tarde desta terça-feira com o Instituto Maria Schmitt. Para a reportagem, o orgão informou que, à princípio, vai esperar o resultado das assembleias para um posicionamento. Porém, o espaço segue aberto.



