Implanon: Criciúma se prepara para oferecer contraceptivo pelo SUS
Implante
Equipe está sendo capacitada

Na próxima semana, a Secretaria de Saúde de Criciúma fará uma reunião com os profissionais que representaram o município e participaram da capacitação, em Florianópolis, sobre o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon.
O método que pode custar até R$ 4 mil na rede privada passará a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme já divulgado pelo Ministério da Saúde. A expectativa é que o serviço seja disponibilizado até o início de 2026, em Criciúma, por meio do Serviço de Saúde da Mulher, que fica centralizado no Santo Agostinho Complexo de Saúde. A estrutura fica localizada na rua Luiz Pirolla de Noé, no distrito do Rio Maina.
O secretário de Saúde de Criciúma, Deivid de Freitas Floriano, detalhou que a partir desse encontro a pasta começará a organizar a implementação do serviço no município. A gestão aguarda ainda uma nota técnica para saber como será a distribuição do Implanon, já que Criciúma está entre os 34 municípios catarinenses que serão contemplados na etapa inicial.
“A expectativa está bem positiva. Agora só precisamos organizar a questão interna do município, de protocolos com as profissionais e capacitar a equipe porque é um serviço novo, uma situação nova. Esses três profissionais foram [na capacitação em Florianópolis] e agora vão multiplicar esse conhecimento na rede”, frisou o secretário.
Além de Criciúma, inicialmente serão contemplados com o método os municípios de: Araquari, Araranguá, Balneário Camboriú, Barra Velha, Biguaçu, Blumenau, Brusque, Caçador, Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Florianópolis, Gaspar, Içara, Imbituba, Indaial, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Mafra, Navegantes, Palhoça, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São José, Tijucas, Tubarão, Videira e Xanxerê.
Sobre o Implanon
O Implanon é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, considerado vantajoso em relação a outras opções. Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre é classificado como LARC, sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração. Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.
Atualmente, o SUS disponibiliza os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
*Com informações do Ministério da Saúde



